
Jonathan Bailey, 37 anos, é um homem assumidamente gay. Não obstante, e depois de chegar à fama e ao estatuto de sex-symbol com a interpretação de Anthony Bridgerton na série de sucesso da Netflix, "Bridgerton", — e de ter representado também protagonistas em "Wicked" e “Mundo Jurássico – Renascimento" —, o ator britânico revelou recentemente numa entrevista que tinha receio que a sua orientação sexual o impedisse de desempenhar papéis de homens heterossexuais.
“Não deveria importar, mas existe uma narrativa clara de que homens, abertamente gays, não interpretam papéis heterossexuais como protagonistas”, disse à "GQ" britânica. O ator defende que bons intérpretes podem desempenhar qualquer papel e tem procurado provar isso ao longo da carreira.
Entre as temporadas de “Bridgerton”, Bailey protagonizou a série “Fellow Travelers”, ao lado de Matt Bomer, explorando uma história de amor entre dois políticos durante o Pânico da Lavanda nos anos 1950. Seguiu-se o musical “Wicked”, no papel do príncipe Fiyero.
Já na série de sucesso da Netflix, Jonathan Bailey interpreta Anthony Bridgerton, papel que o tornou famoso a nível mundial em 2020. A segunda temporada, centrada na sua personagem, bateu recordes e tornou-se a série em inglês mais vista da plataforma nos primeiros 28 dias. A atuação do ator gerou debates sobre masculinidade romântica, sendo comparado a ícones como Mr. Darcy, mas com uma abordagem mais moderna e emocionalmente acessível.
O ator regressou às salas de cinema recentemente em “Mundo Jurássico – Renascimento”, como o paleontólogo Henry Loomis, ao lado de Scarlett Johansson. A crítica destacou a química com a atriz e a forma natural com que encara o papel.
Embora seja considerado um sex symbol, o ator evita esse rótulo. “É incrivelmente lisonjeador, mas acredito que o foco deve ser a performance e a autenticidade, não a aparência”, afirmou.