Lili Caneças assinala o 77.º aniversário este domingo, 4 de abril. Em entrevista à MAGG, a socialite conta como tem passado os dias em confinamento, como preparou a reforma desde que começou a ser um dos rostos mais populares da televisão portuguesa e revela ainda quais foram os grandes projetos da sua vida.

Se fosse há dois anos, provavelmente encontraríamos Lili em Nova Iorque, num dos muitos eventos nos quais marcava presença. Agora, e muito por conta da pandemia, diz que estar em casa foi uma verdadeira descoberta. "Tenho estado a gostar imenso de estar em casa. Em vez de ser social, acho que me vou tornar anti-social", começa por dizer.

Para aproveitar o seu tempo, escolhe um dos livros de valter hugo mãe ou uma série da Netflix. Depois de já ter assistido duas vezes a "The Crown" e "A Casa de Papel", Lili Caneças diz estar rendida a "New Amsterdam". "É uma série em que aprendemos muito sobre Medicina, eles mostram tudo e é muito pedagógico. Já estou formada em Medicina", brinca.

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Quando visitava uma nova exposição ou ia a um evento, tudo no mesmo dia, Lili sentia-se muito bem. Acredita ter nascido para se "divertir", mas esse estilo de vida não lhe permitia apreciar a vista que tem da sua casa para a baía de Cascais, onde vive há muitos anos. "Usava a minha casa para dormir, mudar de roupa e maquilhar-me. Tinha sempre vários eventos por dia e, pela primeira vez, tenho tempo para estar em casa", afirma.

Apesar da distância física, mantém sempre o contacto via telefone com os filhos e os netos. A socialite recorda o momento em que o neto Pedro, que estuda em Marbelha, Espanha, regressou a Portugal para as férias da Páscoa. "Ele só me visitou passados 15 dias e esteve sempre com a máscara, é engraçado como os miúdos são tão conscientes", conta à MAGG, acrescentando ainda que o seu maior desejo para esta Páscoa é que todos os cidadãos possam ser vacinados contra a COVID-19.

Lili é mãe de Rita e João, ambos fruto do casamento com o empresário da construção civil Álvaro Caneças, de quem se divorciou há cerca de 40 anos. É também avó de João, Pedro e Inês.

Como Lili preparou a reforma e vive a "velhice"

Na conversa descontraída com a MAGG, Lili revela que juntou algum dinheiro durante o tempo em que trabalhou em televisão para ter uma reforma mais confortável. "Comecei a trabalhar em televisão aos 57 anos, com a idade em que a maior parte das pessoas do meio já se reformou", atira, referindo-se ao reality show "O Bar da TV", da SIC, para o qual foi convidada por Emídio Rangel.

Nessa altura, em 2001, a socialite foi notícia em vários órgãos de comunicação social por ter feito um peeling facial, que mais não consiste do que a remoção de pele envelhecida e oxidada do rosto. Lili Caneças acredita que terá sido esse o motivo pelo qual o diretor de programas da agora estação de Paço de Arcos a chamou para ser comentadora do programa que a popularizou junto do público.

"Ganhei tanto dinheiro naquele programa", atira a socialite, referindo ainda que foi graças aos trabalhos em televisão que poupou o dinheiro suficiente para ter uma reforma "auto-suficiente". Depois de ser comentadora no reality show da SIC, participou noutros formatos como "Quinta das Celebridades", da TVI, em 2005, ou "Você na TV!", onde foi comentadora residente da "Crónica Social".

Questionada sobre a mensagem que gostaria de passar para quem tem medo de envelhecer, a antiga comentadora de programas de televisão garante que se sente jovem aos 77 anos. "As pessoas não devem ter medo da velhice. Se eu consegui dar a volta e chegar a esta idade com vontade de viver e ainda pensar no que me está reservado na reta final, é porque acho que a vida é um privilégio. A vida é um banquete e temos que desfrutá-la e vivê-la no seu esplendor", afirma.

"O meu papel principal foi ter sido mãe"

Ainda a aguardar pelo momento em que vai receber a vacina da COVID-19, Lili Caneças revela à MAGG que tem tido muito tempo para pensar no seu percurso de vida e nas conquistas. "O meu papel principal foi ter sido mãe e educar os meus filhos. Pude aproveitar todo o processo de crescimento dos meus filhos, foram 17 anos que lhes dediquei", conta, acrescentando ainda que não compreende como é que muitos pais deixam os filhos na creche e não participam da sua evolução.

A socialite aproveita para recordar o momento em que levou os filhos pela primeira vez para montarem a cavalo, uma das atividades extracurriculares que frequentavam, e diz que também ganhou o gosto pela equitação. "É pena as pessoas ainda verem o papel de doméstica de forma depreciativa", atira.

Para além do grande projeto da sua vida, que foi a educação dos filhos, Lili fez parte de muitos outros trabalhos que assinou com o seu cunho pessoal. "Fiz de tudo um pouco, gostei muito de fazer teatro em que até fui aplaudida pela grande Eunice Muñoz. Tive lições com o Thiago Justino, ator da Globo, e disse-me que tenho talento. Mas não quero voltar ao teatro porque acho que não voltaria a ter o mesmo prazer", confessa.

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Recorda ainda a linha de jóias que criou com o objetivo de "democratizar" a bijuteria, comercializando-as através de um canal de vendas a preços acessíveis. "De jóias toda a gente gosta, mas eu acompanhei todo o processo de produção e vi como se trabalhava. O meu objetivo era que as pessoas as pudessem comprar de forma acessível", diz.

Estrela na TV e nas redes sociais

Lili acredita que o período pós-pandemia vai ser muito pouco "glamoroso", mas que as redes sociais têm servido para manter o contacto com os fãs e aproveitar para espalhar boas energias. "Quem haveria de dizer que me ia adaptar tão bem ao Instagram? Ninguém me ensinou e, apesar de as pessoas da minha idade terem alguma aversão às redes sociais, até já consigo pôr música nas stories e fazer outras coisas", diz, não contendo o riso.

Sobre o passado, Lili gosta de recordar os tempos em que ía à ópera, em Monte Carlo, Mónaco, quando ainda não pensava sequer em ser seguida por mais de 57 mil pessoas no Instagram, e faz a comparação: "Adaptei-me muito bem ao novo modo de vida e às tecnologias. Mas antigamente o meu ex-marido levava dois smokings diferentes para ir à ópera, agora se lá formos estão lá umas criaturas de shorts", atira.

Referindo que acompanhou o "glamour" em todos as alturas de mudança ao longo dos anos, Lili afirma que teve a sorte de "apanhar" o melhor que houve no mundo e que continua a assistir a esses momentos, muito por conta das redes sociais. "Ao contrário do que muitos dizem de que as redes sociais são horrorosas, eu sinto que isso comigo não acontece. Não vejo insultos em nada e as pessoas até têm curiosidade sobre a minha pessoa", conta.

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