Ana Lúcia Matos e o marido, o empresário luso-francês Max Cardoso, estão entre os 14 arguidos detidos a 29 de novembro no âmbito da mega operação de combate à fraude Admiral. Esta terça-feira, 6 de dezembro, todos tiveram de se dirigir ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para conhecer as medidas de coação.

A ex-apresentadora está entre os oito arguidos que ficam em liberdade. Já o marido está com o restante grupo, em prisão preventiva, tal como decretou o juiz Pedro Miguel Vieira, avança o "Correio da Manhã". Max Cardoso está proibido de contactar com os restantes arguidos.

Ana Lúcia Matos. A mansão, o Porsche e o esquema para financiar a agência da apresentadora
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Um grupo de jornalistas intercetou Ana Lúcia Matos e Tânia Laranjo, da CMTV, apressou-se a perguntar se a modelo "sabia do esquema do seu companheiro". "Uma vergonha. Vocês são uma vergonha", respondeu a ex-apresentadora da CMTV, da TVI e da Benfica TV.

"Sabia do esquema? Estamos a falar de 2,2 mil milhões de euros", insitiu Tânia Laranjo. "Estamos a falar de 14 arguidos, não estamos a falar do meu marido", respondeu Ana Lúcia Matos. "O seu marido está preso", retorquiu a jornalista. A ex-apresentadora ia sendo puxada por um homem, na tentativa de que parasse de falar com os jornalistas.

A modelo só pode contactar com familiares diretos. Max Cardoso, aponta o mesmo jornal, deverá ser encaminhado para um estabelecimento prisional no sul do País. Nenhum dos suspeitos pode sair de Portugal sem que o Tribunal conceda autorização. Todos estão indiciados por fraude fiscal qualificada, associação criminosa, branqueamento de capitais e falsificação de documentos.

A operação Admiral é a maior investigação europeia de fuga ao fisco, com um valor global de faturação de 2,2 mil milhões de euros (300 milhões só em Portugal), numa fraude que se ramificou por mais de 30 países. Ana Lúcia Matos e o marido usariam empresas fictícias para fuga ao fisco, através da venda de telemóveis, em que o IVA não era tributado, ou através de faturas falsas.

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