Se é um utilizador atento deve ter reparado que durante o fim-de-semana e nos primeiros dias desta semana o seu Instagram se encheu de caras novas. Não, não foi nenhum bug, foi mesmo uma aplicação que muda as pessoas de género e que toda a gente adorou.

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A aplicação chama-se FaceApp e se o nome lhe soa a familiar há uma razão para isso. Lembra-se que a moda o ano passado era envelhecer uma fotografia? Em 2019 era usada a mesma aplicação para este fim e foi também bastante popular nas redes sociais com anónimos e famosos.

Desta vez não podia deixar de ser diferente. A aplicação voltou a ganhar tanto mediatismo que até a rádio Comercial publicou uma fotografia onde todos os locutores aparece com o género diferente. Mas este não é exemplo único. Percorra a nossa galeria e descubra 15 famosos portugueses que já aderiram ao desafio.

Apesar de o resultado ser hilariante, são necessárias precauções. Já em 2019 havia a preocupação em relação aos dados que a aplicação recolhe.

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"Se hipoteticamente estes bancos de imagens servirem para recolha de informação para fins ilícitos, não é descabido que se vejam cada vez mais perfis falsos em redes sociais. É que nesta app as pessoas vão sendo mudadas e apresentadas com mais de 50 ou 60 anos. É provável que, a partir disto, se crie crie um perfil falso de alguém idoso e mais carente que precise de alguém para cuidados especiais. Quantas pessoas não responderiam a esta oferta de trabalho? É só um dos casos possíveis", alertou Ana Santos, especialista em segurança informática, à MAGG em julho de 2019.

O facto de a aplicação oferecer a hipótese de iniciar a sessão via Facebook ou ter acesso ao e-mail são, para a especialista, as duas principais fontes de preocupação. É nestas duas aplicações que a maioria das pessoas tem contas de e-mail associadas, registos de localização, número de telefone, faturas de compras e fotografias na Google Drive.

"Toda esta informação vale muito dinheiro no mercado negro. E desde escândalos eleitorais a casos de roubo de identidade, imaginação não falta”, reforçou a especialista.

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