Ao longo de pouco mais de uma hora, Taylor Tomlinson disserta, de olhos postos no público, sobre o quão chato é ter 20 anos e já estar farta. Da monotonia da vida, das responsabilidades, das relações falhadas e de corresponder ao que esperam dela enquanto mulher. Movimentando-se entre relações passadas e problemas de primeiro mundo, a humorista consegue entregar uma hora de comédia de situação que vai ganhando corpo à medida que, entre reviravoltas e situações absurdas, revela um pouco de si — satirizando-se.

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E é só uma das nossas sugestões para um serão bem passado com, esperamos, gargalhadas várias. Mas há também "Nanette" que, mais denso e com várias camadas narrativas — porque é possível contar uma história em espetáculos de comédia —, usa o humor para expor as frustrações de quem viveu grande parte da sua vida marginalizada por ser quem é.

Mas há mais.

Sugerimos-lhe cinco espetáculos de stand-up para ver na Netflix — todos eles hilariantes, subversivos e diferentes uns dos outros.

"Nanette", de Hannah Gadsby

Um espetáculo diferente do habitual, e um dos mais populares de 2018, composto por momentos de comédia de situação que são intercalados com outros de crítica social.

Deambulando entre a comédia e o drama, o espetáculo parte da experiência de vida de Hannah Gadsby — que sempre se sentiu marginalizada por ser homossexual.

"Afraid of the Dark", de Trevor Noah

No seu especial de humor, Trevor Noah reflete sobre a sua vinda para a América ao longo de um monólogo inteiro que se divide entre temas como racismo, sotaque e o surgimento da extrema-direita em vários pontos do mundo.

Apesar dos temas sempre pesados, Noah usa-os para fazer rir. E para fazer pensar.

"Elder Millennial", de Iliza Shlesinger

Ao longo de 72 minutos, Iliza Shlesinger diz aos homens tudo aquilo que eles precisam de saber sobre mulheres.

Ou seja, explica-lhes que, não, não têm de abdicar de perspectivas de carreira por uma família; não, não têm de ser mães; e não, não têm de corresponder àquilo que a sociedade patriarcal espera delas.

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"Quarter-Life Crisis", de Taylor Tomlinson

Taylor Tomlinson tem apenas 20 anos e já está farta de ser adulta. Por um lado, sente-se demasiado velha para festas loucas, mas, por outro, bastante nova para casar e pensar em constituir família.

Ao longo de pouco mais de uma hora, Tomlinson fala do que é ser adulta num mundo cada vez mais extremado e frenético. E é talvez a melhor hora de humor lançada pela Netflix em 2020.

"23 Hours to Kill", de Jerry Seinfeld

Filmado em Nova Iorque, junta um conjunto de material inédito do humorista que vai ser debitado e intercalado com imagens da infância e uma carreira marcada pelo sucesso da série "Seinfeld".

A digressão da qual este espetáculo fez parte, foi uma das afetadas pelo surto da COVID-19 nos EUA.

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