Estes novos jogos imersivos vão criar uma dinâmica super interessante entre si, a família ou os amigos. O objetivo é sempre resolver os mistérios e completar a investigação. Inspirados no universo de séries e filmes de detetives, foram criados por um casal português.
Ana Santos e Nuno Campos, dois apaixonados por true crime, fundaram a InvestigArte quase como um hobby. Nasceu da "falta de entretenimento para as pessoas mais crescidas". "Sou muito de jogar jogos não eletrónicos, mais de tabuleiro. O problema é que começam a entediar-me, porque dependem de sorte, como de dados e de cartas, e nunca do que nós sabemos", explicou-nos Ana Santos, que trabalha na área das finanças.
Essa frustração levou-os a construírem um jogo que não dependesse na sorte e, por gosto pessoal, foi parar às investigações policiais. Assim nasceu, em fevereiro de 2024, o Homicídio no Hotel, o primeiro jogo desta marca portuguesa: "É uma história de um assassínio onde convidamos as pessoas que jogam, enquanto detetives privados, a ajudarem a polícia, porque está num beco sem saída".
Mais recentemente, disponibilizaram, no site do projeto, o segundo jogo, o Assassino em Série. "A estrutura do jogo é sempre a mesma. No segundo a complexidade é maior porque são vários assassínios e tudo o que está dentro do jogo pode ser alguma pista", alerta a criadora, desde materiais físicos a digitais.
Os crimes passam-se em Portugal, em localizações que realmente existem, e muitas vezes Ana e Nuno chegam a deslocar-se para lá, de modo a perceberem se faria sentido haver, por exemplo, um desaparecimento nessa rua, e na tentativa de manter estes jogos de entretenimento adulto o mais credíveis e factual possível.
É possível jogar sozinho, mas o mais aconselhável é entre dois a seis jogadores (todos a partir dos 16 anos). Cada um dura em média 2h30, dependendo da velocidade de resolução dos enigmas. "É preciso discutir, fazer conexões, ter atenção ao pormenor. Tem todo um encadeamento lógico e tudo tem uma explicação, com provas", frisa Ana Santos, de quem parte a criatividade.
Em cada etapa é explicado o porquê do desfecho ser esse e como os jogadores podiam ter lá chegado. Além disso, como está por etapas, não é preciso jogá-lo de uma vez só. "Dá para pausar e até continuar em dias diferentes", nota Ana Santos, mencionando que quem já jogou elogia a lógica e o material.
"É da minha cabeça que saem as histórias um bocado macabras. O Nuno não é nada assim, tudo tem de ter uma racionalidade. É mais detalhado", compara, referindo que o sogro foi militar, o que lhes concedeu "pormenores muito estudados", como autópsias, que garantem que o absurdo não é para aqui chamado.
Neste momento os jogos só estão à venda online, mas talvez no futuro cheguem a lojas físicas. "Estamos a desenvolver o terceiro, à partida vamos manter o mesmo formato, uma investigação", revela, sobre o novo lançamento previsto para 2026. Ainda este ano, gostavam de fazer uma versão que cada um conseguisse imprimir na sua casa, como que um "do it yourself", para poderem jogar logo que queiram e não precisem de esperar pela chegada da encomenda.
"Pensamos em ter muitos mais jogos. Gostávamos de ter uma grande panóplia. Dá para os jogar uma segunda vez, mas convém que não sejam os mesmos intervenientes, porque os homicídios só têm uma solução. Quantos mais jogos tivermos, mais desafios têm", menciona Ana Santos.
Além dos jogos caseiros, a dupla também se desloca para fazer teambuildings nas empresas, dinamizando-os. Por isso, seja no dia de Natal, com a família toda reunida, ou no jantar do trabalho, aqui fica uma sugestão de umas horas estimulantes, diferentes e bem passadas.
O Homicídio no Hotel custa 34,90€ e o Assassino em Série 39,90€. Se quiser comprar os dois, pode optar pelo bundle, em que ficam mais baratos, por 56,10€ (está em promoção, sendo que o valor original é 74,80€).