1 de março é a data marcada para a reabertura da Livraria Ulmeiro. Depois de uma década encerrado, este espaço cultural fundado em 1969 por José Antunes Ribeiro, volta a trazer literatura à freguesia de Benfica, em Lisboa. Agora, não só como livraria mas também editora e espaço multiusos.

A Ulmeiro encerrou no final de 2016, por motivos financeiros e falta de clientes, assinalava na altura o "Público". O espaço, um marco da resistência antifascista e do debate literário ao longo de mais de quatro décadas, mudou-se da Avenida do Uruguai para a Fábrica Braço de Prata, no Beato. A convite da junta de freguesia de Benfica, regressa agora a casa. Não exatamente ao mesmo espaço, mas uns números ao lado, e será a autarquia local, de acordo com "A Mensagem", a assegurar as despesas da renda. O Espaço Ulmeiro continuará, no entanto, a funcionar na Fábrica Braço de Prata.

Para assinalar a reabertura da histórica livraria, a junta de freguesia de Benfica lança a iniciativa Passeio Ulmeiro. 15 personalidades do mundo da cultura, ligadas à história da livraria alfarrabista, ficarão imortalizadas no passeio da Avenida do Uruguai, no espaço entre a antiga casa da Ulmeiro e a atual localização, o nº 19 B.

Estão a votação 27 nomes, entre os quais Agostinho da Silva, António Lobo Antunes, David Mourão-Ferreira, Fernando Assis Pacheco, Gilda Nunes Barata, José Fanha, José Pacheco Pereira, Maria Emília Correia, Mário Viegas, Zeca Afonso, entre outros. A seleção será feita pela população, que pode votar no Facebook da junta. As imagens das personalidades com mais 'gostos' serão as escolhidas para ficarem imortalizadas no Passeio Ulmeiro.

Resta apenas saber se, a partir de 1 de março, haverá também na Ulmeiro um sucessor de Salvador, o gato amarelo que passeava por entre livros e era anfitrião da antiga livraria.

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