Jonathan Anderson apresentou a sua segunda coleção masculina para a Dior em plena Semana da Moda de Paris e voltou a deixar claro que a casa atravessa um momento de redefinição elegante, consciente e muito contemporânea. Para o outono-inverno 2026/27, o designer propõe uma reflexão sobre o que significa hoje a ideia de aristocracia, como uma atitude, uma forma de estar e de vestir num mundo em constante transformação.

A coleção rege-se por um cruzamento de códigos históricos da maison francesa com uma abordagem mais fluida e atual, na qual o género deixa de ser uma fronteira rígida. Está repleta de silhuetas clássicas que convivem com peças assumidamente híbridas, numa narrativa que tem tanto de rigorosa como de desconstruída, devido à intenção do designer de se afastar da da normalidade e explorar uma certa imperfeição.

Entre os destaques estiveram os bordados com inspiração nos anos 1920, capas de brocado, casacos estruturados com punhos de pelo exagerados e peças de alfaiataria reinterpretadas com uma leveza menos óbvia. Surgiram também vestidos longos, saias amplas e propostas claramente pensadas para um guarda-roupa sem género fixo, reforçando uma tendência que tem vindo a ganhar terreno nas grandes casas de moda.

Na primeira fila, o desfile reuniu várias figuras de renome e, como já é hábito, usavam looks a rigor. Robert Pattinson optou por um casaco cinzento de tweed com lapelas pontiagudas e botões duplos, combinado com uma camisa de algodão xadrez castanha e calças de ganga azuis. Já Lewis Hamilton escolheu um registo mais clássico, com um casaco preto de lã, calças a condizer e camisa branca de algodão.

Também marcaram presença Jamie Dornan, com um casaco bege de algodão, sobreposto a uma malha cinzenta de caxemira e calças de ganga pretas, e Wagner Moura, que apostou num fato cinzento de lã com lapela em V, combinado com uma camisa xadrez verde. Mas a lista não se fica por aqui e pode espreitar todos os looks na fotogaleria.

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