A primeira e, até agora, única marca de Adri Silva foi lançada a 5 de junho. A famm foi criada para pessoas independentes e nada conformistas. Até agora, tem biquínis, acessórios e variadas peças "super versáteis", de acordo com a criadora de conteúdos digitais.

O objetivo é que "as pessoas possam vestir a marca, sentindo-se bem e tendo produtos de qualidade a preços justos". Este projeto que a influenciadora divide com dois sócios começou a ser trabalhado no segundo semestre de 2021. Enquanto diretora criativa da marca, Adri trata "da parte engraçada, de conteúdos de redes sociais", explicou à MAGG.

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Licenciada em Comunicação Empresarial no ISCEM, tem colocado em prática muito do que aprendeu. A ideia de ter uma marca própria surgiu de um projeto que Adri já tinha desenvolvido com a mãe, Ilda. "Há muitos anos, mais amador, onde fazíamos biquínis em casa. E eu sempre tive aquele bichinho de ter um projeto meu", confessou.

"Em 2020, quando fiz a minha colaboração com a marca Maria Modista, essa vontade ainda assentou mais, principalmente pelo feedback positivo", continuou. "Os biquinis tinham obrigatoriamente de estar presentes" na famm, por ter sido com eles que Adri deu os primeiros passos no empreendedorismo, mas a marca é muito mais do que isso.

Com as peças criadas, pretendiam um "look & feel mais premium" e "que as pessoas pudessem usar com o que já têm e usar entre si". "Queria que as pessoas, ao verem, identificassem que era uma coisa minha, e esse foi o feedback que tivemos", acrescentou a influenciadora.

"Sempre que possível", optam por materiais mais reciclados, orgânicos ou naturais. Todo o packaging é feito sem plástico. "Tentamos ter essa responsabilidade social, porque sabemos que a indústria têxtil é uma das mais poluentes do mundo", alerta Adri Silva sobre a marca, cuja fábrica fica no Porto.

Quanto à escolha das peças que integrariam a famm, a finalidade foi a de criar "um mini armário cápsula", com elementos que pudessem ser utilizados nas mais diversas ocasiões, graças à "componente do mix & match", que permite que as peças consigam ser combinadas" facilmente.

Para a primeira fase do lançamento, que aconteceu "completamente às escuras", por não saberem o que iria resultar melhor, Adri "tinha a certeza de que gostaria de ter algumas peças que fossem genderless: tanto dessem para corpos femininos como para masculinos, e a questão do tamanho". 

Era obrigatório a famm dispor de opções do XS ao XL, algo "muito difícil" para uma start-up, já que "produzir vários tamanhos significa termos de nos reger pelos mínimos das fábricas, muitas vezes, um bocadinho altos". Mas assim foi. As peças, cujos nomes remetem, na sua maioria, para adjetivos, estão disponíveis em tamanhos até ao XL ou ao 42, no caso das partes de baixo.

As duas coleções existentes foram lançadas em simultâneo: a "It's the beginning", composta por swimwear, e a "Drop 001", que contém os restantes elementos. Desde bonés a tote bags, passando por casacos e sweatshirts e sem descurar as camisas e os calções, a famm tem peças para todos os gostos.

Espreite algumas das peças que compõem a marca de Adri Silva

A peça mais vendida, "sem dúvida a que têm adorado", é o Perky Top, que, nem de propósito, "foi a peça que deu mais trabalho a conseguir o fitting final". Seis protótipos depois, nasceu este top em tricot. O Home Spray é a mais recente adição à famm. Trata-se de uma fragrância com um aroma floral e toques amadeirados que custa 25,90€ e que pode ser usada tanto em tecidos como pela casa.

"Uma coisa que nos tem deixado super contentes é ver que tamanhos grandes estão a sair super bem", contou-nos Adri, apesar do que "muitas pessoas no meio diziam", acerca de não se vender tanto. A responsável da marca foi "bastante exigente" quanto à existência de tamanhos inclusivos e também ao facto de corresponderem exatamente.

No canal de Youtube, no qual reúne mais de 170 mil subscritores, Adri Silva partilhou todo o processo da criação da marca, numa série chamada "BUILDING THE FAMM". "Eu ia partilhando o que é que corria bem e menos bem", afirmou, sendo que "todas as semanas aparecia um problema novo".

"Parecia que estávamos a ter azar atrás de azar: tecidos que não chegavam, datas que foram trocadas, equipa com COVID", enumerou, sendo que o objetivo inicial era o de lançar a marca em inícios de abril. Porém, "se fosse tudo feito às mil maravilhas, não sabia tanto a vitória".

A paleta de cores inicial ia ser em tons de azul, cor de rosa e bege, mas acabou por ficar "um bocadinho diferente da expectativa ao início". "Com a questão da guerra e da pandemia, fomos afetados na produção dos tecidos. Tivemos de tomar decisões e esta nova paleta com outras opções de que eu também gostava imenso acabou por resultar tão bem ou se calhar melhor do que a inicial", crê Adriana da Silva.

A criação da primeira marca da criadora de conteúdos de 26 anos esteve longe de ser um mar de rosas. A famm, cujo nome é um acrónimo para a expressão "For All Modern Mavericks" (sendo os "mavericks" os tais independentes e inconformados), é um espelho de Adri, que procurou o seu próprio trabalho, seguiu o seu caminho e nunca se conformou.

Famm também pode ser associado a um diminutivo para "família", fazendo alusão à comunidade digital que a apoia e que considera os seus "amigos online". Adri quer que a sua marca "possa crescer muito em várias áreas" além da roupa. "Estamos a construir algo muito bonito, com coisas muito giras e temos uma missão muito boa", concluiu.

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