Cláudia Carvalho, de 39 anos, encontrou no ioga um refúgio. Depois de anos a trabalhar numa sociedade de advogados, entrou numa espiral de excesso de trabalho que a levou a ter quase um burnout. Antes de chegar ao ponto de rutura, a advogada deixou a empresa na qual trabalhava, abriu o seu próprio escritório e começou a olhar para si como nunca tinha olhado antes.

A meditação passou a ser prática diária e o ioga uma rotina. Praticava em casa, sozinha ou em workshops e retiros na Índia. O problema estava na hora de fazer a mala para uma dessas viagens que faz, religiosamente, todos os anos.

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"Tinha que levar roupa para ioga, roupa para praia e roupa para andar na rua. Para mim deixou de fazer sentido levar tanta coisa comigo", explica à MAGG. Amante de uma vida cada vez mais minimalista e sustentável, percebeu que no mercado não havia uma marca que lhe permitisse levar uma mala mais vazia sem que nada lhe faltasse. "Queria uma marca multifuncional e que não catalogasse a roupa", refere.

Foi assim que nasceu a SlowClothes 108, uma marca que promete que, com poucas peças, está pronta para uma viagem de semanas.

Há leggins, tops, cuecas, bodys e macacões. "As leggins que servem para o ioga, com uma camisola por cima, serve para andar na rua. O body, com uns calções, dão para um festival. O top, tanto dá para o ioga como para ir à praia. As utilizações são inúmeras", garante Cláudia.

O tecido está preparado para secar rapidamente e é por isso que tanto pode ser usado na rua como no mar.

Cláudia, ainda que mantenha o trabalho enquanto advogada, dedica-se à marca quase por inteiro, até porque aqui o mais importante nem é a roupa que vende. "Quero ter controlo sobre a forma como todas as peças são feitas", explica. É por isso que tudo é produzido em fábricas do norte, perto da sua terra natal, Fafe. "Conheço pelo nome todas as pessoas que fazem a minha roupa", garante, e enumera: A Olívia é a modelista, o Ivo e a Bruna são os designers, o Filipe trata do corte, a Cidália da confeção e  Sr. José é quem passa a ferro e dobra a roupa.

Cláudia apenas trabalha com empresas que respeitem as regras laborais e de higiene e segurança no trabalho, assim como aquelas que promovem a equidade salarial entre homens e mulheres.

Para o futuro, Cláudia quer tornar a marca 100% sustentável, assim que conseguir substituir o poliéster que para já é essencial para que a roupa sirva tanto para o dia a dia como para aguentar um cenário de praia.

A venda é feita essencialmente online, mas Cláudia não se importa de receber em Fafe todos aqueles que queiram conhecer de perto a marca que junta a sustentabilidade com a responsabilidade social e, já agora, a elegância de dar ao corpo feminino as formas e padrões mais dignos.

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