Os táxis voadores estão a chegar — e não, não estamos a falar de mais um filme de ficção científica. Segundo as empresas Uber e Boeing, se tudo correr conforme planeado, a ideia de evitar horas no trânsito e sobrevoar a cidade até ao destino pode estar para breve.

A Uber e a Boeing já estão a desenvolver táxis voadores eVTOL (com descolagem e aterragem vertical elétrica), que têm como principal objetivo assegurar as deslocações locais, já a partir de 2024, avança a BBC.

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Com data de lançamento prevista para 2024, um relatório prevê que até 2040 já se verifiquem 430.000 veículos deste tipo em funcionamento em todo o mundo.

Segundo a mesma fonte, a empresa Joby Aviation, sediada na Califórnia, já começou a testar embarcações eVTOL e, depois de mais de 1.000 voos de teste, revela que cada táxi voador terá uma autonomia de 241 km e poderá transportar até quatro passageiros. 

"Prevemos oferecer o nosso serviço de partilha de boleias aéreas de locais perto de onde as pessoas vivem, trabalham e querem ir", diz Oliver Walker-Jones, porta-voz da empresa Joby Aviation.

"Imaginem a regulação das rotas de tráfego aéreo e depois multipliquem-na por um milhão"

Michael Taylor, especialista em viagens e tecnologia no grupo de investigação empresarial norte-americano JD Power, diz que os principais desafios são os obstáculos regulamentares e os sistemas de controlo de tráfego aéreo.

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"Imaginem a regulação das rotas de tráfego aéreo e depois multipliquem-na por um milhão", diz."É provável que se comece por estabelecer rotas padrão de drones ou de táxi aéreo. As regras serão definidas, as falhas trabalhadas e as normas aplicadas universalmente para minimizar os incidentes."

Em termos práticos, implementar táxis voadores no quotidiano de uma cidade pressupõe muito mais do que a mera compra das embarcações. Para fazer face às exigências de um futuro, em que os drones e os táxis voadores (semelhantes a grandes drones multi hélices) partilham o espaço aéreo, as cidades terão de construir "skyports" (mini-aeroportos) em pontos estratégicos de cada região. Estes mini aeroportos serão necessários para que os táxis possam aterrar em segurança e garantir o transporte dos passageiros até ao destino pretendido.

"Estamos a trabalhar lado a lado com as cidades para garantir que o nosso serviço está em conformidade com outros modos de trânsito, co-localizando os portos dos skyports com estações de comboio, aeroportos e outros centros", completa Oliver Walker-Jones.

Houston e Los Angeles  já anunciaram planos para a construção de skyports

Embora a ideia de chamar um táxi voador ainda pareça longínqua, as operações comerciais arrancam já em 2024 e são várias as regiões norte-americanas que já contam com planos para a criação de skyports.

A Joby Aviation já fez uma parceria com a empresa de estacionamento norte-americana Reef Techology, com o principal objetivo de transformar os telhados de alguns parques de estacionamento em skyports.

Houston, Los Angeles e Orlando também já anunciaram planos para a implementação dos novos táxis voadores. O presidente da câmara de Los Angeles, Eric Garcetti, diz que as propostas para a sua cidade "vão fornecer um modelo para que outros governos locais possam levar esta nova tecnologia a patamares ainda maiores".

Para além dos Estados Unidos, também o Reino Unido começa a avançar propostas ( que já têm o apoio do governo britânico) para a construção do primeiro skyport, que, neste caso, está previsto para a zona de Coventry. Para efeitos de "demonstração logística", a construção do primeiro skyport britânico deverá arrancar já no início de 2022, confirma a BBC.

No entanto, os táxis voadores aguardam autorização para voar comercialmente pelas autoridades competentes, como a Administração Federal da Aviação (FAA) nos EUA ou a Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido (CAA). Mas as empresas Uber e Boeing revelam-se confiantes.

Até à data, não há qualquer informação relativa ao custo das viagens através dos táxis voadores.

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