Estávamos em meados de 2015 quando a revista "Mashable" se referiu a "Peaky Blinders" como a "melhor série de televisão que provavelmente ninguém estava a ver". Nessa altura ainda só tinham sido lançadas duas temporadas, mas a crítica internacional já se desfazia em elogios sobre a produção britânica da BBC. Ao longo dos últimos anos, “Peaky Blinders” foi ganhando cada vez mais fãs e atualmente está longe de poder ser inserida na categoria de produções que pouca gente conhece.

A história passa-se em 1919, logo após a Primeira Guerra Mundial, e opõe os criminosos bem vestidos e com lâminas afiadas nas boinas a outras fações e até mesmo à polícia. Eles são os Peaky Blinders, vagamente inspirados no gangue com o mesmo nome que dominou Birmingham, em Inglaterra, entre meados de 1890 e o início do século XX.

Tal como nos westerns, aqui os problemas são geralmente resolvidos à lei da bala ou, neste caso, das navalhas e dos punhos num qualquer pub onde a agressividade dos que o frequentam é geralmente potenciada pelos efeitos do consumo de álcool em excesso.

Mas embora possa parecer uma descrição simplista, há também intriga política, personagens complexas e uma atenção especial ao contexto sociocultural da época em que a série acontece. E este pode ser um dos motivos por que as críticas têm sido muito positivas.

A série que conta com Cilian Murphy ("A Origem") como Thomas Shelby, líder do grupo, vai regressar para uma sexta temporada. Mas porque a pandemia trocou as voltas ao sector televisivo (e cinematográfico), não se sabe exatamente quando e se as medidas de segurança para o combate à propagação da COVID-19 terão obrigado a uma rescrita total (ou parcial) do argumento para os novos episódios.

Mas enquanto na chega, sugerimos-lhe algumas alternativas que juntam ação, intriga política e violência suficiente para o manter entretido. É o caso de “Gomorra”, inspirada no livro de Roberto Saviano — o escritor que passou grande parte da sua vida adulta a estudar a Camorra, que é o nome dado às organizações criminosas que compõem toda a máfia italiana desde o século XVII.

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O livro vendeu milhares de cópias e foi traduzido para 51 línguas. Não havia voltar a dar: os segredos da máfia — e a forma como operavam e dominavam discussões políticas e sociais de todo o país —, tinham sido expostos. Em resposta, a máfia jurou-lhe vingança e não é lhe é conhecido o costume de não cumprir.

Roberto Saviano tornou-se numa celebridade e isso obrigou-o a viver em clausura, sob escolta policial constante e entre trocas regulares de casa na tentativa de se proteger ao máximo das ameaças de que tinha sido alvo por parte do submundo do crime italiano. A série tenta reproduzir com o máximo de lealdade todos os contornes violentos destas organizações e é para todos os fãs de filmes e séries que retratem a forma como a máfia opera.

Mas também vai poder ver “Boardwalk Empire”, na HBO, sobre gangsters e o confronto violento que opôs várias famílias criminosas pela controlo do álcool — na altura da Lei Seca nos Estados Unidos, que esteve em vigor entre 1920 e 1933, quando a produção e comércio de álcool esteve inteiramente probida. Mas há mais.

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