Depois de Nuno Santos ter estado duas vezes na antena da TVI para esclarecer os contornos da saída de Judite Sousa da CNN Portugal, é a própria jornalista que, recorrendo à rede social Instagram, desmente algumas afirmações veiculadas pelo diretor de informação do canal de notícias do grupo Media Capital. "Quero dizer que o meu contrato de trabalho acabou mais cedo por minha e exclusiva iniciativa. Porquê? Porque entendi que quero tentar ser feliz e que para isso tinha que sair do espaço público. Foi uma decisão de VIDA", começa por explicar Judite Sousa, deixando ainda um agradecimento a Mário Ferreira, presidente do grupo Media Capital, e também a Nuno Santos.
"Quero dizer que o meu contrato - recibos verdes - foi assinado pela empresa (direção de recursos humanos e direção financeira) na primeira semana de maio. Gostaria ainda de dizer que, não existindo contrato assinado, também não existiu remuneração. E porquê? Porque como as minhas funções editoriais não eram assumidas perante o grupo de trabalho, entendi que não assinaria o referido contrato de trabalho. Foi nestas circunstâncias que fui para a Ucrânia, tendo manifestado vontade para o fazer", explica a jornalista. Em comunicado, a Media Capital apresenta outra versão. "No cumprimento dos procedimentos internos, que se aplicam a todos os colaboradores da empresa, o pagamento por prestação de serviços acontece mediante apresentação de fatura. Judite Sousa esteve, de facto, uns meses sem receber porque não enviou fatura, apesar de ter sido instigada várias vezes a regularizar a situação. Neste momento, a empresa não deve 1 euro à jornalista". 
Judite Sousa continua, dizendo que "não sabia que não tinha seguro de saúde", apesar de afirmar ter conhecimento da inexistência de um vínculo laboral formal.  "A empresa, ao dar conta do problema, elaborou um contrato de trabalho com uma duração de 30 dias. Acontece que o erro já estava feito. Eu estava ausente do país e esse documento nunca existiu à face da lei porque nunca foi assinado por mim", afirma. A versão do diretor de informação difere. "O que se fez aquando da partida de Judite Sousa para a Ucrânia foi um contrato com inscrição na Segurança Social. Isso aconteceu com a concordância da jornalista e do seu advogado. A empresa agiu com zelo neste caso e no de todos os jornalistas que desde fevereiro têm estado a cobrir o conflito".

Quanto à questão de não ter acesso a moeda ucraniana em Lviv, onde esteve em reportagem em março, pouco tempo após a invasão russa, Judite escreve: "Sem dinheiro? Sim. Nunca vi uma moeda ou uma nota ucraniana. Para beber uma água, tomar um café, almoçar, pedia ao jovem repórter de imagem que pagasse a minha despesa. E assim se passaram duas semanas". O que também bate certo é o facto de a jornalista ter recebido assistência médica na Ucrânia. "Com uma chamada de uma equipa médica de urgência ao hotel em Lviv onde fui injectada duas vezes. E foi esta a minha 'guerra'".
Fora do pequeno ecrã há um mês e meio, e de baixa médica até 11 de agosto, Judite Sousa faz um balanço destes sete meses na CNN Portugal. "Excedi e muito as minhas funções contratuais: estive na noite eleitoral, no jubileu de platina da rainha com 12 reportagens em 4 dias para não falar dos múltiplos directos. Dito isto, estou grata e, principalmente, estou confortável com este ciclo, novo mas breve. A vida é demasiadamente efémera para nos desgastarmos quando podemos tropeçar na morte ao virar da esquina. Felicidades Mário! Felicidades Nuno!", termina. 

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