Para os fãs de "Vikings", o nome de Katheryn Winnick não é nada estranho. A atriz canadiana, de 43 anos, deu vida à personagem de Lagherta durante as sete temporadas da conhecida série de época (disponível no catálogo da Netflix até à terceira temporada) e está de regresso à televisão num papel muito diferente.

Em "Big Sky", a nova série de David E. Kelly, criador de "Big Little Lies" e "The Undoing", Katheryn Winnick deixa de lado os longos cabelos platinados e o guarda-roupa de época e dá vida a Jenny Hoyt, uma personagem misteriosa, que promete revelar-se à medida que a história deste thriller se desenrola.

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A propósito da estreia de "Big Sky" em Portugal, que acontece dia 23 de fevereiro aquando da chegada do catálogo Star à Disney+, a MAGG conversou com Katheryn Winnick sobre este novo desafio, o porquê de aceitar o papel quando voltar a uma série de televisão não estava nos seus planos, e também do seu futuro enquanto realizadora.

“Big Sky” é uma série completamente diferente de “Vikings”. Como é que foi esta transição? Natural ou mais complicada?
Foi uma transição muito difícil no sentido em que em “Vikings”, a última série que fiz antes desta, eu já conhecia todas as facetas da minha personagem, interpretei-a durante sete anos. E depois, sendo uma produção de época, eu tinha toda uma caracterização que me tornava diferente, desde o cabelo, o guarda-roupa, o sotaque. Era a minha zona de conforto, porque eu assumia aquela personagem todas as manhãs, enquanto era caracterizada.

Mas o engraçado é que, em “Big Sky”, as coisas são ainda mais desafiantes, porque a aparência da personagem é muito aproximada à minha, na realidade. A filmar a série, a minha personagem usa roupa atual, não tem nenhum sotaque, logo é a minha voz, e até o estilo de cabelo é muito semelhante ao que eu uso. Por isso, foi ainda mais desafiante e difícil encontrar a voz de Jenny Hoyt, a minha personagem, neste contexto.

Diria que foi esse o seu maior desafio em passar de uma produção de época para uma série, que apesar de ser ficção, passa-se na nossa realidade? Ou houve mais?
Sim, a questão da aparência da personagem ser muito semelhante à minha foi um dos desafios, sem dúvida. Diria que não saber exatamente o rumo que a minha personagem ia seguir na série, nem saber muito sobre o passado dela, foi outro. Mas quando aceitas fazer parte de uma produção destas, tem de existir uma espécie de confiança cega. E depois também temos a questão de esta ser uma série do David E. Kelly, que foi outro dos motivos que me levou a querer fazer parte do projeto. É verdade que não sabemos muito sobre a Jenny nos primeiros episódios, a não ser que foi casada com o Cody [interpretado pelo ator Ryan Phillippe], e que tem um filho, mas quero explorar mais sobre as razões que a levaram a ser xerife, por exemplo.

O que é que a fez aceitar o papel de Jenny Hoyt?
Na verdade, eu não queria fazer outra série de televisão, e até tinha dito aos meus agentes para não me falarem de séries, precisava de tempo livre. Mas quando o David E. Kelly te chama e te oferece o papel, tu aceitas.

Katheryn Winnick.
A atriz canadiana dá vida a Jenny Hoyt. créditos: © 2020 American Broadcasting Companies, Inc. All rights reserved.

Não vou mentir, dado que eu vinha de uma série tão crua como “Vikings”, honestamente não me imaginava na ABC. Sempre pensei que se fosse fazer televisão novamente, seria outra vez num canal de cabo, mas lá está, é o David E. Kelly — e aceitei o desafio muito por isso.

Falando justamente do David E. Kelly, e dado que a Katheryn já admirava o trabalho dele enquanto argumentista, o que é que a atrai mais? Terá que ver com a construção de personagens tão carismáticas, mas cheias de falhas?
Ele um argumentista fabuloso, já o provou por diversas vezes. O David sabe escrever séries incríveis, que perduram, e também escreve vilões fantásticos.

A Katheryn já teve oportunidade de realizar alguns episódios, tanto em “Vikings” como agora em “Big Sky”. É algo que gostaria de fazer de uma forma mais frequente?
Definitivamente, sim. Aliás, penso em mim como realizadora em primeiro lugar, comecei a realizar peças no liceu. Gosto muito de trabalhar como atriz, mas foi uma oportunidade fantástica poder ter realizado alguns episódios de “Vikings”, também vou realizar neste projeto.

E vou estar envolvida no próximo filme do Sean Penn, "Flag Day", não só como atriz, mas também como produtora, o que é fantástico, estou muito entusiasmada, e espero que o filme estreie este verão. Acima de tudo, quero estar envolvida em criar conteúdo para mulheres fortes, seja a atuar, produzir e também a realizar.

Podemos esperar uma segunda temporada de “Big Sky”?
Bom, acho que o público está a responder bem à série, temos tido bons resultados e as pessoas estão a ver. Por isso, à medida que vamos avançando na história, pode fazer sentido dar continuidade.

Se tivesse de recomendar a série, como é que a caracterizava?
É um thriller, tem personagens interessantes, mulheres fortes, independentes, corajosas e com um objetivo comum. É uma série que vai fazer o público ficar sempre à espera de mais, é intrigante. Se tivesse de descrever aqui com uma comparação, diria que é uma mistura de “Yellowstone” com “True Detective”.

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