Aulas de canto, aulas de guitarra. Horas e horas a ver e analisar documentários, programas de televisão, atuações de artistas de música popular portuguesa e de música latina. Um trabalho intenso, que ainda continua e que os portugueses podem ver na nova novela da SIC "Amor Amor". Aos 41 anos, Ricardo Pereira tem em Romeu Santiago o maior desafio de uma carreira e, a avaliar pelas cenas hilariantes que protagoniza e pelo entusiasmo que a personagem do cantor popular tem gerado junto do público, o esforço tem valido a pena.

A viver há 16 anos no Brasil, onde nasceram os três filhos (Vicente, de nove anos, Francisca, de sete e Julieta, de três), Ricardo Pereira está, também por culpa da pandemia, em Portugal desde abril do ano passado. O adiamento de vários projetos na Rede Globo, com quem mantém uma relação sólida de trabalho há vários anos, proporcionaram a oportunidade de protagonizar "Amor Amor".

Amor Amor. Os momentos mais cómicos ou tensos (não sabemos bem) da nova novela da SIC
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Em conversa com a MAGG, o ator explica detalhadamente como se preparou para encarnar Romeu Santiago. Mostra-se preocupado não só com o seu país de coração mas também com um Mundo acometido pelo sobressalto da pandemia.

Como é que têm sido as primeiras semanas de reações ao seu Romeu Santiago?
Muito, mas muito boa! Quando começámos a gravar uma novela com alguma antecedência nem temos tempo de ver o que fazemos. São muitas horas, muitas cenas, não temos horas para parar. Ficamos muito ansiosos. Não só queremos ver o que estamos a fazer mas também querermos perceber o que o público acha daquilo que fizemos. E tem sido espetacular. Tenho recebido centenas mensagens não só do público mas também de muitos colegas de profissão e até de amigos, que são mais desligados e veem outro tipo de coisas, a darem-me um feedback muito positivo deste Romeu.

Ele tem muitas imperfeições, não é tipicamente bonzinho, não é o galã que vai ter a história de amor. Ele é cheio de erros e de falhas e acho que se isso lhe traz um lado humano maior. Ainda ontem [13 de janeiro] estava a ver a novela à noite e comecei a receber vídeos, de pessoas mais velhas, outras mais novas, de crianças, a cantarem a música do genérico. Tenho recebido muitas mensagens de amigos, a dizerem ‘que fixe, aquela cena ao telefone’, outra em que estou a tentar comer amendoins… São pequenos detalhes que nós fomos mantendo ao longo das gravações. Achámos que faziam sentido e, realmente, as pessoas estão atentas a esses detalhes e têm-me dado um feedback mesmo muito positivo e isso é fantástico.

Esta personagem é mesmo muito diferente de tudo o que o Ricardo já fez em televisão. Quando foi o seu primeiro pensamento quando lhe disseram que ia não só interpretar um cantor, como também cantar?
Toda a gente me faz essa pergunta (risos)! Eu estava no carro, parado e, quando me convidaram, encostei-me assim no banco, olhei para cima e pensei ‘esta é uma personagem espectacular, é um grande presente, tenho muito para onde ir’. Primeiro, como disse, é muito diferente. É muito fora da caixa, muito fora das personagens que eu tenho vindo a fazer em televisão, nomeadamente em Portugal. No Brasil tenho estado a fazer muitas novelas de época, com outros filões à mistura e isso tem-me dado a oportunidade de experimentar outros caminhos. Mas este [Romeu Santiago] é uma mão cheia! Ele canta, é dono de uma editora, é um homem de família mas, na verdade, é totalmente mandado pelas mulheres lá de casa. Ele tem um jeito espalhafatoso de se apresentar, não só a nível físico mas também na forma de comunicar.

Tinha muito pano para mangas para criar uma personagem cheia e muito fora do que eu tenho feito. Quando recebi o convite, logo no primeiro segundo, a minha vontade foi dizer ‘ok, bora!’. Tenho tido um trabalho diário tremendo. Porque não é só decorar texto, não é só criar a personagem com a direção artística e de atores. Foram também as aulas de canto, começar a decorar as músicas, começar a apropriar-me delas. Era também extravasar a personagem e levá-la a programas de televisão, como tem acontecido. Quem sabe, fala-se muito que se possa dar estrada e mundo a este Romeu através de concertos, através de discos.

Há aqui um desafio tremendo que é sem dúvida muito exigente. Eu estou a vivê-lo 24 sobre 24 horas. Como ele tem várias fases ao logo da história, tenho andado a ver muito material através de documentários, filmes, séries, para que cada fase dele seja o mais credível possível. Tem sido um desafio muito exigente mas vou todos os dias com uma vontade brutal de por cá para fora e de acrescentar coisinhas que são deliciosas e que fazem este personagem ao gosto do público.

O que é que tem visto para construir o Romeu?
Andei por tudo o que é o universo da música espanhola, mexicana. Andei a navegar muito pelo que se faz em Portugal, de todos os géneros. Eu não queria que ele fosse apenas um cantor tradicional de música ligeira. É uma reunião de várias coisas. Vi desde o "Som de Cristal", o programa do Bruno Nogueira, até ao documentário do Tony Carreira. Vi todos os programas que passam na nossa televisão, onde vão atuar todos os cantores. Procurei também bastidores de programas de televisão. Andei a ver documentários sobre o Alejandro Sanz, o streaming do Luis Miguel, a vida da Selena. Não tem noção! Andei por aí fora e continuarei.

Agora vai haver uma fase de um Romeu mais decadente. Ele vai ter ali um grande desgosto, quase que vai desistir de cantar. Vai ser uma fase mais recatada, mais para ele. Tenho de trazer uma representação mais minimalista, então também ando a ver outra série. Tenho trabalhado nisto porque é um work in progress. Acima de tudo, temos de encarar isto como um desafio de atleta. É bastante exigente mas tem sido espetacular.

Ricardo Pereira em
Ricardo Pereira em "Amor Amor" créditos: SIC

A parte do canto, da gravação das músicas, tem sido a maior dificuldade ou o maior desafio?
As duas coisas. Eu sou extremamente exigente comigo. Comecei a ter aulas de canto em setembro. Ia cheio de medo porque, de certa forma, achamos que não vamos ter recursos para o fazer. Fiz uma avaliação com um professor de canto, o João Henriques, do Conservatório de Lisboa. Ele surpreendeu-me, disse-me que eu tinha um aparelho vocal ótimo, bom ouvido, que era afinado. Disse-me também que o que eu cantava era em brincadeiras de karaoke, que precisava de tirar vícios e começámos do zero. Tem sido uma aventura. Já dá para fazer esta personagem mas, mais uma vez, sou muito exigente e tenho continuado com as aulas. Não só para todas as músicas novas irem na perfeição e eu poder gravá-las com o Toy ao lado e ficarem bem.

Agora, espero que os próximos temas sejam ainda melhores. A nossa pretensão é que, de tema para tema, me sinta cada vez mais confortável e cante cada vez melhor. Vou levar isto para a vida, porque quero continuar as aulas de canto. Eu já dava muito valor aos artistas musicais, tenho muitos amigos cantores e cantoras, mas cantar, decorar uma letra, entrar na melodia, saber a métrica toda da letra e, acima de tudo, sentir o que estamos a cantar, é um trabalho muito, muito difícil. Se estou a viver isto e é uma sensação tão boa, agora consigo dar o verdadeiro valor a estes artistas.

O Toy é o diretor musical de "Amor Amor", além de ter escrito todas as músicas da novela.
O Toy é uma peça fundamental nesta novela e muito do sucesso do projeto se deve a ele. O Toy é um artista fantástico. Ele consegue navegar por todos os géneros musicais, desde o jazz ao rock. Tem um conhecimento muito grande de escrita de canções e é uma pessoa que, além de grande profissional e grande amigo, se envolve à séria nas coisas. Às vezes, falo com o Toy à meia-noite, às vezes ele manda-me um acorde de guitarra à uma da manhã. É uma pessoa muito presente, fundamental e, acima de tudo, entendeu o perfil de cada personagem que canta [Ricardo Pereira, Ivo Lucas, Joana Santos e Filipa Nascimento] para, depois, escrever as letras em função de cada um. Isso é fantástico porque vê-se no ar e, acima de tudo, o que elas dizem tem a ver com a história.

ricardo pereira e Toy
Toy e Ricardo Pereira créditos: SIC

"Amor Amor" tem comédia em todos os núcleos, além da presença da comicidade em personagens interpretadas por atores que estamos acostumados a ver em registos mais dramáticos, como é o caso da Maria João Bastos ou do Renato Godinho, por exemplo.
Sim, e há uma leveza também. Há um navegar entre vários registos dentro dos núcleos. Essa era uma vontade muito grande do próprio Daniel Oliveira [diretor geral de entretenimento do grupo Impresa] e de toda a direção da SIC, de trazer às novelas uma portugalidade e também um lado humano e natural do nosso quotidiano. Isto o que é que quer dizer? Nós nem sempre estamos tristes, nem sempre estamos contentes. Estas oscilações de humor, que são naturais no nosso quotidiano, tinham de estar patentes neste projeto. Julgo que o Daniel e o Adriano Luz, que é o diretor artístico da SP, chegaram à conclusão que queriam trazer uma novela que mostrasse um universo muito tradicional nosso, muito próximo, que mostrasse a portugalidade, que falasse não só a música popular mas também da emigração mas que também trouxesse o dia a dia de como somos enquanto portugueses, nas mais variadas famílias, e também a leveza, que fosse também um aconchego de uma companhia alegre nos serões das pessoas num período que tem sido difícil. Toda a gente está a navegar por vários géneros dentro dos núcleos e eu acho isso fantástico, porque isso traz vida à novela, traz energia às cenas.

"O Brasil é um país que também é meu. Os meus três filhos nasceram lá"

Ainda em 2020, fez parte da primeira série da OPTO SIC, "A Generala". Como foi participar neste projeto?
Em primeiro lugar, tiro o chapéu à SIC. A OPTO tem sido uma experiência muito bem executada. Uso todos os dias porque tento ver um capitulo à frente da novela e acho que muita gente anda a fazer isso (risos). "A Generala" foi o projeto pioneiro da plataforma. Foi muito giro porque a minha personagem era fundamental na história desta mulher. Talvez o homem que mais a amou mas que não tinha coragem, tendo em conta o seu lugar social e sobretudo a época em questão... ele era casado, tinha filhos. O divórcio na altura era encarado socialmente de forma complicada. O facto de ela ser uma rapariga mais nova e de ele deixar a família e ir com ela para Lisboa seria complicado naquela época. Ele, na verdade, não tinha aquela pujança e aquela energia que esta mulher tinha. É fantástico porque ele olha para ela com o brilho de ela ser uma mulher destemida e com a mágoa de ele não conseguir acompanhá-la. Foi um projeto espectacular. Adorei trabalhar com a Carolina [Carvalho], adorei voltar a trabalhar com o Sérgio [Graciano, realizador da série], que é um grande realizador e trouxe uma linguagem diferente para esta série.

No meio disto tudo, como é que fica a sua relação com o Brasil?
Agora estou neste projeto mas, quando terminar, voltarei. Tenho um trabalho no Brasil para este ano. Acabei por ficar aqui porque lá os projetos pararam mais tempo ou foram adiados. O último projeto que foi concluído na sua totalidade até foi uma novela na qual eu estava, "Éramos Seis". Acabámos em março e eu vim para cá passar a Páscoa. Já estava confinado lá, confinei aqui. Depois desconfinámos, fiz o filme do Tiago R. Santos, "A Revolta", que também tem uma abordagem ao período de confinamento que estávamos a viver, embora o Tiago tenha escrito isto há dois anos. Óbvio que também aprimorou a história com a experiência do seu próprio confinamento. Depois, acabei o filme, os projetos que tinha la foram adiados um bocadinho e apareceram estes dois desafios. O projeto que se segue será na Globo, depois de terminar "Amor Amor".

Mantém a sua relação contratual com a Globo?
Eu não falo muito publicamente sobre contratos mas sim, eu trabalho para a Globo e continuo ligado à Globo. Regressarei para uma novela, já tenho 24 episódios na mão para começar no Brasil este ano.

Como é que tem vivido à distância a realidade de um país que é também o seu?
O Brasil é a minha casa, é onde tenho passado os últimos tempos. Estou atento à realidade, não só por falar com amigos que já são família. Ao fim de 16 anos, tornam-se família. Fico sempre muito apreensivo assim como estou com todas as situações que acabam por acontecer em Portugal. Fico sempre com uma ansiedade, com esperança que tudo, de um dia para o outro, vá melhorar. Acho que todos acordamos com essa esperança, em qualquer parte do mundo. Acho que toda a gente já está de alguma forma cansada desta pandemia que veio mudar as nossas vidas.

É algo que ninguém imaginaria que fosse acontecer. Isto torna-nos muito apreensivos em relação a tudo. Em relação ao Brasil, é um país muito grande, com uma população enorme. À escala, os casos também refletem isso. O que espero é que se consiga ultrapassar isto, que possamos voltar a trabalhar lá no Brasil, embora a Globo já tenha voltado a trabalhar, com todas as regras. Há muitos projetos em stand by, tal como aqui em Portugal. Mas acho que, com todas as regras, a cultura precisa de funcionar. Não só os atores mas toda a parte técnica. Esta máquina tem de continuar a funcionar e, se tiver de parar, precisa de ajudas, de incentivos, seja aqui ou no Brasil. As coisas que estão a acontecer em todos os países acabam por ser mais ou menos iguais. Depois, se cada país está a ajudar cada setor, isso tem a ver com política, incentivos, os planos. Nuns são mais ativos noutros não são. Mas isso já navega para um lado que é a política e eu de política não falo publicamente porque... pá, porque sim.

ricardo pereira com os filhos
Ricardo Pereira com a mulher, Francisca Pinto Ribeiro e os três filhos créditos: Instagram

No que toca à família, como foi este ano?
Eu estive muito tempo em casa. Quando terminei a novela "Éramos Seis", ficámos em casa no Brasil um mês. Depois viemos para Portugal, ficámos em casa dois meses, quando toda a gente confinou. Aí o meu trabalho era em casa. Fiz entrevistas para a Globo Portugal, para a Globo Internacional, continuei a gravar o "Episódio Especial" a partir de casa. Mas, paralelamente a isso, eu e a minha mulher tivemos de ser professores. Já o estávamos a ser porque as escolas fecharam lá. Depois, aqui, tivemos de continuar a ser. Foi uma experiência nova. Sempre com muita ansiedade. Esta ansiedade que eu tenho, e respondendo à pergunta anterior, é que as coisas no Brasil tenham uma evolução favorável e que diminua a intensidade da pandemia, como desejo aqui. O Brasil é hoje em dia, um país que também é meu. Os meus três filhos nasceram lá. Eu tenho uma ligação de coração para a vida. No primeiro confinamento estávamos todos muito apreensivos. Juntar o trabalho online, dar aulas aos filhos, fazer projetos em casa, não poder sair de casa, incentivá-los e ocupá-los com coisas que os entretivessem e também tirá-los do espectro das notícias que estávamos todos a consumir loucamente na altura, ávidos de informação.

 "Os nossos filhos foram muito compreensivos em relação a tudo e muito amigos uns dos outros"

Os nossos medos, mas que não podemos mostrar, os receios de para onde isto ia. A situação hoje em dia é muito grave mas parece que já temos uma dimensão e um olhar mais claro sobre o que é a doença. Já temos inclusive uma vacina. Já vemos alguma luz ao fundo do túnel, mas ainda não estamos lá. Foram momentos com emoções muito diferentes. Acho que foi uma grande aprendizagem. Eu e a minha mulher resgatámos muitos pensamentos do passado, muitos pensamentos do que fomos até este momento, do que queremos ser daqui para a frente. Começámos também a entender como é que os nossos filhos são na escola. Estar ao lado deles, ver como eles falam com os professores, com os colegas, como eles se comportam, como se concentram. Esse lado também foi muito intenso.

Ser pai e professor é misturar dois papéis diferentes. Foi muito intenso mas muito bom. Foi uma experiência que nos aproximou ainda mais e nós somos muito próximos. Fez também com que nos reinventássemos. À noite, fazer outro tipo de jogos a que eles nem ligavam tanto. Mostrar-lhes jogos da nossa infância que eles ate nem conheciam. Mas foi assim um misto de muitos sentimentos e emoções misturadas com aquele medo e ansiedade por tudo aquilo que estava a acontecer, não só em Portugal mas também no Brasil. Acima de tudo, os nossos filhos foram também muito compreensivos em relação a tudo e muito amigos uns dos outros. Isto também os aproximou. Eu tenho uma filha de três anos, na altura tinha dois. Ela deixou de dormir a sesta, tinha os irmãos em casa. Ao mesmo tempo, passou a pertencer ao grupo deles, não se notou tanto a diferença de idades. Houve uma união maior. Mas foi um processo, como em tantas outras famílias, muito diferente, e tivemos de nos adaptar.

Deixe-me terminar com uma pergunta cliché mas que se impõe. Este último ano em que as nossas vidas mudaram, também o mudou? Tem mais ou menos fé na Humanidade?
Começou por dizer que é cliché e é-o porque as pessoas fazem essa pergunta várias vezes. Eu acho que toda a gente pensa nisso e quero acreditar que é impossível que alguém não tenha pensado. Acho que todos nós fizemos quase uma viagem interna porque houve tempo para isso. Somos cinco em casa. Há pessoas que passaram e que, se calhar, vão passar o próximo confinamento sozinhas. Obviamente que estas novas tecnologias ajudaram e permitiram que haja um contacto maior uns com os outros.

Mas houve tempo para pensarmos naquilo que fomos, no que queremos ser. Eu acho que isto nos acordou um bocadinho para olharmos para o que queremos ser, para o que merece a nossa importância, para quem está ao nosso lado. O mundo estava a ir tão rápido que quase não tínhamos tempo para olhar para as pessoas que nos estão próximas, que não são apenas aquelas que conhecemos.

Nós temos mesmo de ter um olhar mais atento aos que estão à nossa volta e ter a capacidade de os ouvir. Acho que estávamos numa fase de não nos ouvirmos. Acho que nós todos — e humildemente digo isto —  temos sempre de nos corrigir. Não somos donos da razão, temos de ouvir outros pontos de vista, uma nova forma de olhar e encarar a vida. Ajudar quem pudermos ajudar. Acho que o que nos alertou, ainda no primeiro confinamento, foi a capacidade de solidariedade que tivemos em muitos setores da sociedade, da união, da proximidade, de tentarmos que as coisas fossem mais brandas para os que estavam à nossa volta.

Porque esta pandemia acentuou a desigualdade social e estas coisas são tocantes e muito preocupantes. A sustentabilidade, o ambiente, são temas que também temos de ter em conta mas o lado humano desta pandemia veio acentuar outras coisas que são problemas psicológicos que daí advêm. Eu quero acreditar que este ano, um ano estranho, doloroso, nos tenha feito estar mais atentos ao próximo. Eu já o fazia mas quero ser mais atento, sem dúvida.

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