Chegou no início de dezembro e já é um sucesso. “The Iris Affair”, a nova série da SkyShowtime, está a tornar-se rapidamente numa das séries mais comentadas do momento, e desde a sua estreia que tem captado não só a atenção do público como também da crítica. Com uma sensação constante de perigo a agarrar qualquer espectador e a desafiá-lo a pensar, esta é uma série que promete ser obrigatória para todos aqueles que gostam de um bom thriller cheio de mistério, suspense e ousadia.
Aqui, a história centra-se em Iris Nixon (Niamh Algar), uma mulher solitária mas com uma mente tão brilhante que consegue decifrar qualquer padrão ou código complexo. No entanto, a sua vida dá uma volta de 180º quando é contactada por Cameron Beck (Tom Hollander), um empresário bastante carismático que lhe propõe um trabalho aparentemente intelectual, mas com implicações muito maiores. Iris aceita o desafio, e começa assim a trabalhar numa tecnologia misteriosa.
Mas Iris Nixon não sabe exatamente o alcance e o propósito daquilo que está a ajudar a construir, e, aos poucos, o que parecia ser apenas um exercício mental transforma-se numa ameaça muito real. Quando a mulher se apercebe das consequências perigosas daquilo que está a fazer, decide fugir, levando consigo a única coisa que é capaz de ativar a máquina: um diário encriptado que contém um código essencial. A partir daí, a série torna-se num autêntico jogo de gato e rato.
Em fuga constante, não só do empresário Cameron Beck como também de uma grande rede de interesseiros, Iris é reconhecida assim como uma heroína, estando sempre desconfiada de tudo e todos à sua volta, verdadeiramente emocionada e incrivelmente determinada. Já o empresário mostra-se um vilão ao mesmo tempo que um mentor, com o espectador a não ter a certeza de se o adora se o odeia - e este é um dos motivos que faz com que o público esteja a adorar.
Brincando constantemente com a ideia de controlo, vigilância e responsabilidade moral, “The Iris Affair” torna cada escolha feita pelos protagonistas em algo inquietante e sempre revelador, o que faz com que a premissa esteja sempre em constante alteração. Ou seja, é a série ideal para devorar durante o fim de semana, com uma mantinha quente e um balde de pipocas caseiras (até porque o frio e a chuva não vão dar tréguas).