Os carris da estação ferroviária do Carregado-Alenquer, na Vala do Carregado, foram inaugurados em 1856, no reinado de D. Pedro V, e há décadas deixaram de funcionar. Contudo, o edifício atual, construído em 1930, manteve-se erguido ao longo do tempo para em breve dar lugar a um hostel com 16 camas: o “Estação Real".

O projeto, revelado pelo jornal "Público", está nas mãos de Susana Fabião, de 44 anos, residente no Carregado, que se apaixonou pela estrutura ao lado da qual cresceu a brincar. “Sempre que estava à espera do comboio, olhava para aquele edifício lindíssimo e sentia pena por ver aquele espaço importante do nosso património fechado e abandonado", conta ao jornal.

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A estação conta com dois pisos e está decorada com lambris de azulejo e painéis de mosaicos coloridos com padrões geométricos abstratos. É neste cenário, agora renovado, que vai nascer o novo alojamento, apresentado esta quarta-feira, 28 — no mesmo dia em que se assinalaram os 164 anos da primeira viagem de comboio realizada em Portugal, em 1856, no reinado de D. Pedro V.

O projeto tem vindo a ser pensado já há mais de três anos, recebendo desde logo aprovação da Infraestruturas de Portugal (IP), que "reagiu muito bem", revela Susana Fabião, "não colocaram qualquer entrave e aderiram à ideia”, acrescenta. Com o avale para avançar, seguiram-se licenças, o inicio das obras de adaptação, e uma pandemia que colocou alguns entraves ao desenvolvimento, que passou a estar dividido em duas fases.

A primeira está já concluída e pronta a receber hóspedes — em dois quartos duplos e dois quartos individuais —, na ala norte da antiga estação, investimento que custou cerca de 30 mil euros. A partir de 3 de novembro já vai ser possível dormir num dos quartos aos quais foram atribuídos nomes que marcaram a história da ferrovia em Portugal, como Fontes Pereira de Melo e D. Pedro V.

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Já a segunda fase do projeto vai passar por acrescentar mais camas ao alojamento, criar uma cozinha de apoio, um espaço cultural e um mini-museu que recorde a história ferroviária em Portugal.

Agora que o projeto está cada vez mais próximo de acontecer, Susana, mãe de três, reflete: "Este projeto é mais um filho que tenho ali. Estão ali muitas horas da nossa vida. Ainda faltam mais alguns passos, mas espero que consigamos concretizá-los”, conclui.

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