Estamos com sede de férias, de paz e de Portugal. A isto tudo junta-se o calor em excesso e a COVID-19, mas por muito que nos chateiem não levam a melhor. Pelo menos não há rasto destes no Chão do Rio, um turismo de aldeia em Travancinha, no sopé da Serra da Estrela, porque todo o ambiente envolvente absorve a atenção de quem por aqui passa.

Este refúgio de fim de semana (ou de quantos dias precisar), é sítio para desfrutar com calma, segurança e de forma mais sustentável. É que além do selo Clean & Safe, o Chão do Rio já foi reconhecido com o prémio da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) em 2019 na área de sustentabilidade ambiental e conta ainda com duas certificações: Amigo dos Animais pela TravelGuauBiosphere Responsible Tourism.

Tudo isto está refletido na quinta de oito hectares onde cabe uma piscina biológica de águas cristalinas, árvores antigas, cogumelos e flores raras, e até um pastor com o seu rebanho que por ali anda.

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É a andar pela parte sul da quinta, uma área florestal, que pode descobrir o que há de melhor na natureza e atividades não faltam, quer para fazer a dois ou em família — até porque se há coisa que os miúdos gostam é de pôr as mãos na terra. Aqui podem então: apanhar legumes frescos na horta, apanhar ovos no galinheiro, dar de comer às ovelhas “Flor” e “Estrela”, deslizar na “laje escorregadia”, assistir ao pôr do sol no alto de um penedo e "ser surpreendido por um animal selvagem (um esquilo, um falcão, um javali, um porco espinho…)".

Sim, deparar-se com um destes animais também faz parte das experiências enunciadas pelo Chão do Rio, e é precisamente este o espírito que se quer para viver umas férias únicas.

Já na parte norte da propriedade, pode dar um passeio de bicicleta (disponibilizadas gratuitamente), fazer um piquenique ou dar um mergulho na tal piscina exterior biológica. Falta ainda falar do pequeno-almoço, servido numa cesta e com vários produtos locais. Se tem fome não avance, se não tem arrisca-se a ficar.

Pão cozido em forno de lenha na padaria de Travancinha, é a primeira tentação. A esta segue-se o requeijão da Serra ou queijo de ovelha curado, dependendo da época, a compota feita pela D.ª Emília com abóboras da sua horta, mel da Serra da Estrela, bolo negro de Loriga, ovos frescos, muesli caseiro e fruta da época e talvez fiquemos por aqui para não abrir ainda mais o apetite.

Até agora só caminhámos, sujámos as mãos, e aconchegámos o estômago, mas, afinal, onde é que se dorme?

Localização: Aldeia de Travancinha, a 12 km de Seia e Oliveira do Hospital.
Contacto: 919 523 269
Site: chaodorio.pt
Booking: Chão do Rio

Da Ribeira à Cumeada — as casas em pedra e telhados de colmo

Se estamos numa quinta rodeada de animais, é ponto assente que estes são bem vindos em qualquer uma das seis casas da quinta Chão do Rio. Eles beneficiam do espaço ao ar livre e os hospedes da sua companhia. Ambos com todas as comedidas necessárias em qualquer uma das casas: uma área de estar com televisão de ecrã plano (ainda que possa nem ser precisa no meio de tanto que ver e sentir), uma kitchenette equipada, área de refeições, casa de banho privativa e uma varanda com terraço.

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Uma noite para duas pessoas em julho tem um custo a partir de 140€ com pequeno-almoço incluído. Por cada pessoa adicional, acrescem 20€ ao valor por noite. Este valor é aplicado em todas as casas, à exceção da Cumeada, com piscina privativa, cujo valor a partir de quatro pessoas começa nos 240€ por noite (mais 20€ por cada pessoa adicional), opção também com pequeno-almoço incluído.

Cada casa tem um nome que, tal como as pessoas, tem a sua própria personalidade. Vamos lá conhecer a identidade das casas onde pode ficar e quem serão os seus vizinhos.

Cotovia

Costumamos dizer que não há uma sem duas, nem duas sem três, medidas essas que também se aplicam aqui: na Cotovia tem vista para o lago, para o jardim e para a piscina. Aliás, ainda há uma quarta: para a montanha que fica completa quando o céu fica estrelado e que pode ver a partir do terraço no andar de cima. Nesta casa cabe um máximo de quatro pessoas, ideal para uma família.

Ribeira

A casa Ribeira é definida como jovial e fresca. Os apontamentos em tom laranja dão cor à casa e a frescura que se sente dentro, também é possível sentir lá fora. Isto porque mesmo em frente fica a piscina biológica na qual pode dar um mergulho logo ao acordar.

Pastor

Tendo a quinta Chão do Rio um pastor com as suas ovelhas bem ali perto, não podia falar uma casa com o seu nome. A Pastor caracteriza-se como mais rústica, mas ainda assim com uns toques de modernidade. Tem vista para a montanha e a lareira, apesar de não ser precisa no verão, torna o ambiente da casa ainda mais vincado.

Churra

Continuamos no rebanho para falar da casa com nome de ovelha. A Churra está presente até nas almofadas, mas também na própria essência da casa, na qual existem materiais naturais, várias janelas e um terraço para aceder sem demoras à vista para a natureza envolvente.

Loba

A loba desta casa está presente em todo o lado: desde a sofisticação do serviço de chá, passando pelos tons rosa e lilás que transmitem o seu lado feminino e ao mesmo tempo o misterioso, até ao ambiente mais romântico, ideal para dois.

Cumeada

Finalmente, chegámos à Cumeada. Fica um pouco afastada das restantes casas para criar um refúgio dentro de outro, a quinta do Chão do Rio, uma vez que aqui a palavra "isolamento" tem um bom sentido. Permite que esteja num ambiente mais tranquilo e sereno e ao mesmo tempo continuar a ter uma piscina a dois passos, que neste caso é privada. A casa acolhe um máximo de seis pessoas, o que pode ser ideal para um grupo de amigos ou uma família.

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