São precisos menos de 40 minutos para se chegar do centro de Lisboa ao Dream Guincho, um dos novos hotéis mais silenciosos, exclusivos e românticos da região. Tem vista de mar, tem vista para a Serra de Sintra, tem livros por todo o lado, tem uma piscina incrível, muito silêncio, tudo o que se quer quando se pensa nuns dias só para descansar, relaxar, destressar.

O Dream Guincho é um hotel para adultos, mas não exclui crianças. São bem-vindas, mas provavelmente não é o ambiente mais divertido para miúdos de 3, 6 ou 10 anos, já que o espaço não está pensado para eles, nem para a agitação normal das crianças. Maria do Rosário Pinto Correia, 61 anos, proprietária do hotel, explica porquê. "Foi um hotel pensado por adultos para adultos. Portanto, nada do Dream está pensado para agradar a crianças. Acho que um hotel com crianças tem que ter sítios para as crianças brincarem, para os pais as deixarem. Este é um hotel que em todos os cantos tem um biblô, tem qualquer coisa em cima mesa, um quadro na parede", refere a proprietária, acrescentando que estes fatores não permitiriam que os pais descansassem por estarem sempre preocupados e a experiência dos restantes hóspedes também não seria a mesma.

Tal como o nome indica, o Dream Guincho representa não só o sonho de quem anda a precisar de férias, mas também o de Maria do Rosário, formada em Economia e mestre em Gestão, que sempre quis ter um hotel, oportunidade que chegou no dia em que a avisaram que havia um terreno disponível: "Em julho de 2017 uma pessoa telefonou-me a dizer 'tenho um terreno para o teu hotel'. Fui lá ver o terreno, apaixonei-me e comprei-o", diz a proprietária à MAGG.

Apesar de parecer simples, tudo o resto foi pensado ao pormenor. Maria do Rosário não se limitou a projetar um hotel com piscina e uns quartos com glamour, mas todo o seu conceito, uma vez que queria que as pessoas se sentissem no hotel como em suas casas.

Como a pandemia infetou o sonho do Dream Guincho

O hotel perto da Malveira da Serra acabou de ser construído em outubro do ano passado, entrando nessa altura em soft opening até março. Foi apenas a 16 de março, data que nos vai marcar para sempre por ser o dia em que foi registado o primeiro óbito por COVID-19 em Portugal e o País começou a aperceber-se da gravidade da pandemia, que o Dream Guincho conseguiu inscrever-se no Turismo de Portugal, entrando depois na plataforma Booking a 18 de março.

"Por coincidência foi o dia em que fiz o teste da COVID-19 e deu positivo", conta Maria do Rosário, acrescentando que os sintomas foram semelhantes aos de uma virose forte. Mas recuperou e encontra-se bem. Apesar de a pandemia ter atrapalhado os sonhos do Dream Guincho, voltou a receber hóspedes cerca de 15 dias após o fim do estado de emergência.

Não foi preciso fazer grandes alterações para voltar a receber visitas, uma vez que o próprio hotel tem espaços amplos e apenas oito quartos — funciona como uma casa grande que é, no fundo, uma réplica da casa acolhedora da sua avó cujos netos se distribuíam pelos vários quartos.

"A razão pela qual não tenho de mudar nada em contexto de pandemia é precisamente o facto de as áreas sociais serem gigantescas. O pequeno-almoço é [originalmente] feito na hora e servido à mesa e as refeições, quando há, são servidas pelos empregados como se fosse em minha casa. Todos estes conceitos fizeram com que não tivesse de mudar praticamente nada, a não ser o reforço da higiene", explica a proprietária.

À distância social facilmente conseguida no hotel, faltava então apenas articular as medidas do selo “Clean & Safe”, atribuído pelo Turismo de Portugal, para que todos já possam usufruir do espaço cujo "conceito é um sítio confortável onde tudo o que é luxo, é um luxo que não tem marca e que não está lá para as pessoas o verem", destaca Maria do Rosário.

Recuperar corpo e mente através da mesa e do lazer

O Dream Guincho além de estar envolvido pelo mar e pela Serra de Sintra, está rodeado de elementos que mostram a preocupação pela sustentabilidade. Tudo é feito em madeira — um projeto do arquiteto Antonio Castello Branco articulado com a decoração da empresa Fusion — muita da energia é renovável e de materiais ecológicos, como é o caso da água aquecida através dos painéis solares e para na mesa são servidos produtos nacionais e, sempre que possível, que estejam em linha com a iniciativa Km 0, cuja missão é "potenciar o consumo de produtos agro-alimentares de origem local, e também a produção e transformação dos mesmos", refere o site do projeto.

O pequeno-almoço inclui coisas como sumo de laranja natural, chá e café, pão, manteiga, queijos, carnes frias, doces, fruta, iogurte, cereais, leite, ovos e bolo caseiro — tudo feito na e à hora indicada pelos hospedes, uma vez que são os caseiros do hotel Dream Guincho quem prepara as refeições.

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Também é possível fazer um brunch, desde que marcado com antecedência, cuja ementa acrescenta ao que é servido no pequeno-almoço um espumante de entrada e ainda opções como saldada de tomate e mozarela, quiche com salada, tostas de queijo creme e salmão ou foie gras com cebola caramelizada. Mesmo quem não está hospedado pode reservar um brunch no Dream Guincho, no valor de 25€ por pessoa.

As reservas também devem ser feitas no caso dos almoços ou jantares e aqui os pratos são do mais típico e português que há, ou melhor, que é pedido. Se quiser um bacalhau com natas, legumes à brás, ou uma simples pasta fria com atum, maionese e cebolinho ou um hambúrguer vegetariano basta reservar. Todas as refeições são servidas em louça de família ou comprada em feiras de velharias, bem ao estilo português.

Trocando o ditado, tendo o corpo são, falta a mente sã. É aqui que entra a aula de ioga, uma das atividades disponíveis no hotel, ou a leitura de um dos livros que estão espalhados pelo Dream Guincho e que contam com pinturas da autoria do sócio do projecto, Carlos Vasconcellos Cruz.

"Para mim, ter tempo para ler é o maior sinal de descanso", refere a proprietária do hotel. O descanso também pode ser encontrado nas salas do Dream Guincho — entre a sala para estar, sala de jantar e sala de bilhar — sentado ao piano, no jardim com espreguiçadeiras, na piscina exterior, nos vários terraços cobertos e descobertos, enfim, numa multiplicidade de espaços nos quais se vive a tranquilidade, o luxo e o conforto do hotel.

Para quem é mais ativo, também pode reservar um treino com personal trainer na sala de exercício do hotel ou aventurar-se num dos desportos de mar, como surf, kitesurf, windsurf, ou vela, precisamente na Praia do Guincho que fica apenas a 3,2 quilómetros (4 minutos) do Dream Guincho. Passeios a cavalo, caminhadas, observação de pássaros, golf, ténis ou padel são outras das opções para quem gosta mais de ficar em terra.

Do "O Grande Gatsby" à "A Divina Comédia" é aqui que vai dormir

Mas afinal, onde descansar de tanta atividade? Num dos oito quartos com nomes também eles de sonho. Já pode imaginar-se na pele de Leonardo DiCaprio, ou melhor, de Jay Gatsby, mal entre no quarto O Grande Gatsby ou a reviver a história e mensagem marcante do Principezinho no quarto com o mesmo nome.

Entre 15 de julho e 30 de agosto, uma noite são 250€ para duas pessoas, incluindo pequeno-almoço e uma outra particularidade: um chá a meio da tarde.

Medidas COVID-19

Depois de a pandemia ter limitado quem queria usufruir de uns dias de descanso entre Cascais e Sintra, agora já é possível com as devidas medidas.

Cada grupo de hóspedes (2 ou 4 pessoas) tem acesso a uma zona reservada, onde só eles podem estar — na sala de estar, na casa de jantar e no jardim. "Durante este período especial, asseguramos todas as refeições, preparadas com o máximo cuidado de higiene", refere o hotel em comunicado.

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Para quem não estiver hospedado e quiser apenas degustar de uma refeição não tem de deixar de o fazer. Desde que não colida com o serviço para os hóspedes residentes, o Dream Guincho recebe reservas para grupos privados ao almoço ou jantar desde que o mesmo ocupe no máximo sete mesas de duas ou quatro pessoas, de forma a garantir o distanciamento social.

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