Quem entra no Lumen Hotel & The Lisbon Light Show, não se apercebe de imediato que a decoração está cheia de significados e que foi concebida com um objetivo: deixar entrar a luz de Lisboa. Chegámos ainda de dia, mas com alguma pressa para poder seguir para o espaço de co-working e terminar o dia de trabalho antes de nos prepararmos para um espetáculo de video mapping dentro do próprio hotel.

Não tivemos assim tempo para apreciar com atenção os pormenores — como os cortinados em tecido burel recortados para permitir a entrada de luz ao longo do dia e as luzes LED que mudam a intensidade de 1% para 99% à medida que o sol desaparece—, mas não escapámos ao acompanhamento personalizado no momento do check-in, em que nos levaram pelas linhas de luz até ao auge da unidade de quatro estrelas: o pátio Fotossíntese. Já falaremos sobre este, antes disso tentámos perceber o porquê deste hotel, que abriu a 21 julho, ser um fenómeno de reservas.

Pátio Fotossíntese
Pátio Fotossíntese créditos: MAGG

Isto porque, explicou-nos Sérgio Bernardo, diretor do Lumen Hotel & The Lisbon Light Show, o hotel teve uma "taxa de ocupação sempre superior ao esperado desde inicio", com vários dias em agosto com ocupação a 99%. Para isso terá contribuído o facto de a cotação na plataforma Booking ser alta desde que o hotel abriu — estando atualmente avaliada com 9,4 pontos em cinco — bem como o The Lisbon Light Show ser o ex-líbris da unidade projetada pelos arquitetos Frederico Valsassina e Nuno Gusmão (responsáveis pelas zonas comuns) e Bárbara Neto (encarregue das áreas privadas). 

O espetáculo de luzes acontece todos os dias às 22h em ponto, embora comece a ser preparado desde as 21h. Sendo o Lumen Hotel & The Lisbon Light Show uma "homenagem que se pretende fazer à luz da cidade de Lisboa de que tanto os turistas falam", explica Sérgio Bernardo, o momento noturno é um complemento que mostra o que realmente se pode ver na cidade. Desde o Cristo Rei ao Oceanário de Lisboa, a projeção nas paredes que envolvem o pátio Fotossíntese, criada pela Vórtice Dance Company, conta a história da cidade e o que os hóspedes podem descobrir durante o dia.

Enquanto o espetáculo de video mapping decorre, o hotel fica em silêncio para assistir ao momento e nós parámos também a refeição no restaurante Clorofila, deixando a sobremesa para depois de modo a rematar a noite. Antes disso, lambuzámos as mãos com um delicioso taco de legumes assados, com queijo fresco vegano gratinado, a versão vegetariana do taco de barriga de porco preto, com Nisa Lascado (16€). Todos os pratos têm versões vegetarianas e com igual sofisticação, mudando apenas a proteína. E se há quem aprecie os sonhos de alheira de Mirandela, outros defendem que os sonhos feitos com lentilhas, com crumble de pistácio (10€) são bem melhores.

Nos pratos principais, o conceito é de partilha, e a primeira coisa que deve picar é o arroz de lima que acompanha as pataniscas de amêijoa (12€) — se também é fã de arroz como nós, vai querer comer tudo o que está no pequeno tacho no qual é servido. O problema é que precisará de espaço para o picado de atum, com uma incrível areia de azeitona (14€), para o desfiado de pato confitado com caralinoto de cogumelos e maçã verde (12€). Para sobremesa, somos fãs de gelados e de leite de creme, mas preferíamos ter provado o sorvete de mojito à tarde em vez de a acompanhar esta sobremesa. Contudo, um de cada vez e lá demos conta do leite de creme tostado no momento (5€).

Se fosse almoço, precisaríamos de uma sesta, mas o jantar com espetáculo pedia antes uma noite de sono.

Do amarelo ao cinzento, é o hóspede que escolhe em qual quer ficar

Antes de visitarmos o Lumen Hotel & The Lisbon Light Show, explorámos o site e percebemos que quando a reserva é feita pelo mesmo, podemos escolher a cor da decoração. Parece uma brincadeira, mas basta um clique para optar pelo twin deluxe amarelo, a suite familiar laranja ou o quarto comunicante, com vista para o espetáculo do jardim interior, em tons de cinza. Cada cor corresponde a um momento do dia, ou seja, amanhecer, entardecer e anoitecer, respetivamente, explicou-nos Sérgio Bernardo.

As cores estão distribuídas por pisos — no 1.º os quartos são amanhecer, no 2.º entardecer, no 3.º anoitecer e no 4.º e 5.º repete-se a sequência. O mesmo não acontece no sexto, que mistura as várias cores nas 15 unidades de alojamento, como a suite master e o duplo executivo. No total, a unidade tem 160 quartos e em todos eles não só está refletida a luz de Lisboa, como o que de melhor tem Portugal.

Uma dessas coisas é a máquina de café Delta Q, um pormenor que faz acelerar o corpo de quem nunca recusa uma chávena de café. E, agora sim, o produto português que nos conquistou: o gel de mãos num dispensador reutilizável (uma medida ecológica que se junta ao caixote de reciclagem do quarto) da Benamôr. A primeira vez que experimentámos não demos grande importância — afinal, é só um gel de mãos —, mas quando a trabalhar nos veio um aroma de conforto sem perceber de onde, ao cheirar as mãos ficámos com vontade de voltar a lavá-las (o que nesta altura até é uma vantagem).

Ainda sobre a casa de banho, eis a tecnologia a surpreender-nos: através de um sistema de som à porta da casa de banho, é possível ouvir televisão enquanto está no banho.

Benamor 1925
Benamor 1925 créditos: MAGG

Em breve, vai poder encontrar um tablet no quarto para consultar informações, menus do restaurante e fazer reservas enquanto está refastelado na cama super king size.

Uma noite no Lumen Hotel & The Lisbon Light Show custa a partir de 130€.

Um hotel de lazer que mistura trabalho e ambiente de conforto

Quem fica numa das 15 tipologias de alojamento do sexto piso, tem acesso direito à sala exclusiva de trabalho, com tudo o que precisa para ter energia e ser produtivo: café (mais uma vez Delta Q), mini bolos do caco de beterraba ou espinafres recheados, mini pastelaria, água, uma torre de tomadas e entradas USB e até uma impressora.

Para distrair a meio do dia, pode dirigir-se até ao terraço, com piscina, cujo acesso é feito pelo 6.º piso. No topo do edifício, fica a piscina de azulejos vermelhos, com uma vista impar sobre Lisboa (pode usar as letras do nome do hotel como moldura para a foto) e não só. Ao alinhar-se no ângulo que separa as letras "N" e "H" de Lumen Hotel, vai ver o prédio adquirido por Cristiano Ronaldo e o local onde ficava a marquise da polémica.

A piscina encerra no final de outubro, mas a vista mantém-se e será complementada no próximo verão por um bar, revelou o diretor do Lumen Hotel & The Lisbon Light Show à MAGG.

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