É uma rotina alimentar que tem dado que falar e muito que investigar. E é precisamente nesta última área — a investigação — que acabam de surgir mais desenvolvimentos sobre os benefícios desta prática.

Falamos do jejum intermitente. Sabe extamente o que é? Esta é a primeira questão a esclarecer, até porque são muitas as pessoas que o fazem sem saber. Isto porque falamos aqui de períodos passados sem comer, seja por hábito de saltar o pequeno-almoço ou o jantar ou também pelo facto de ser uma prática que tem origem na religião — referindo-se aos períodos de privação de comida que acontecem na quaresma católica ou no ramadão para os muçulmanos.

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No fundo, podemos definir o jejum intermitente como uma forma de alimentação que se baseia na alternância de períodos de jejum e outros em que é permitida a ingestão de alimentos. Quanto ao tempo de privação, não há uma regra — mas geralmente vai até às 16 horas de jejum. O objetivo? Eliminar as toxinas do corpo.

Mas parece que há mais uma nova vantagem descoberta, e publicada na revista cientifica "New England Journal of Medicine" esta quinta-feira, 26 de dezembro.

Mark Mattson, professor de neurociência da Universidade Johns Hopkins que estuda esta prática há vários anos, revela no seu último estudo que comer durante seis horas e fazer jejum durante 18 horas pode resultar numa alteração metabólica, fazendo o corpo usar energia da cetona [substância química produzida pelo corpo na ausência de insulina] em vez da glicose.

Em que é que isto é benéfico? "Maior resistência ao stress, maior longevidade e menor incidência de doenças, como cancro e obesidade".

Isto significa que o jejum intermitente pode levar a um aumento da esperança média de vida e a uma melhoria da saúde das células. Estas conclusões foram baseadas nos estudos em laboratório, mas há evidências reais apontadas por Mattson.

De acordo com o site "The Cut", o autor do estudo refere que os habitantes de Okinawa, uma ilha japonesa, praticam o jejum intermitente e que isso pode estar relacionado com o facto de terem a maior expectativa de vida do mundo.

Contudo, esta dieta está ainda pouco sustentada cientificamente e apesar de o autor do recente estudo mostrar os seus benefícios, não deixa de reconhecer que há outro lado não tão agradável no jejum: "Quase de certeza deixa as pessoas com fome, irritadas e com menor capacidade para se concentrarem", reconhece Mattson no estudo.

Apesar de explicar que estes sintomas passam entre duas semanas a um mês depois de iniciar o jejum intermitente, é preciso colocar na balança se a longevidade de vida comprovada no último estudo de Mattson, também permite ter qualidade de vida.

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