O primeiro-ministro António Costa, numa entrevista ao semanário "Expresso" divulgada este sábado, 18, falou sobre os meses de verão que se aproximam: "A aglomeração não vai poder existir. As autarquias e as capitanias vão ter de tomar as medidas necessárias para que possamos ir à praia sem que se verifique uma aglomeração". Contudo, ficamos na dúvida que medidas serão essas e a quem serão aplicadas.

O Algarve é uma das regiões que mais turistas e portugueses recebe nos meses de verão e o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), António Pina, revelou que é preciso haver união entre autarquias. "É que vai haver políticas no país distintas de região para região e só é possível determiná-las se houver uma coordenação regional", disse, de acordo com a "TSF".

Já a delegada regional de Saúde, Ana Cristina Guerreiro, consciencializa os portugueses de que este verão não ver ser como os anteriores: "Apesar de termos a praia à porta e de ser tão apetecível, é bom que as pessoas criem a expectativa de que quase de certeza vão existir restrições". Essas limitações podem mesmo vir a prolongar-se até setembro.

As atividades desportivas ou de lazer que impliquem aglomerados nas praias vão ser restabelecidas gradualmente, ainda que com "distâncias a definir", diz uma fonte da portaria do Ambiente e Defesa ao "CM". Quanto à população, a fonte revela que "não será proibido que vão à praia. Só não podem aglomerar-se".

Mas o que é que está em cima da mesa? Revelamos ponto por ponto o que pode vir a acontecer.

Época balnear tardia

Começando pela abertura da época balnear, este ano não acontecer na data habitual — 1 de maio — e deverá ser adiada "na melhor hipótese e limitada, para meados do mês", avança o jornal "Correio da Manhã".

As praias urbanas de Cascais são normalmente das primeiras a abrir, mas este ano não poderão receber banhistas tão cedo como habitual. Ainda que esteja previsto uma alteração nas datas, o calendário ainda está a ser definido pelas autoridades de Saúde.

Contudo, perante as declarações de António Costa, o presidente da Câmara de Cascais, Carlos Carreiras, manifestou-se contra esta decisão: "Como é que se controla o acesso a banhos? Do ponto de vista prático e objetivo não tem qualquer razão porque se sabe que não vai funcionar", afirmou à Rádio Observador e acrescentou que a Câmara de Cascais não tem competências legais para proibir o acesso aos areais, devendo essa ser uma responsabilidade do primeiro-ministro.

Controlo apertado

As regras em praias urbanas vão ser mais apertadas, com mais policiamento e acesso condicionado, do que em extensos areais, de acordo com António Costa.

Há ainda a possibilidade de os polícias encerrarem estradas e estacionamentos que dão acesso às praias, com exceção às de colónias de férias e escolas de surf, permitindo que os pais deixem as crianças.

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Atividade de nadadores-salvadores

Este ano o título de nadador-salvador foi entregue apenas a 224 pessoas devido à interrupção dos cursos causada pela pandemia, enquanto deviam ter sido formados entre 1.500 e 2.000 vigilantes de praia. Por isso, a Autoridade Marítima Nacional decidiu manter válidos os títulos com três anos que iam caducar.

No entanto, essa medida pode não ser suficiente e a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores está preocupada com a falta de vigilantes: "Temos muitos nadadores-salvadores certificados em Portugal, mas o problema é quantos estão disponíveis para trabalhar", diz a Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores.

O que podemos aprender com o que acontece lá fora

Em Itália, de forma a fazer face às restrições na época balnear, a empresa Claudio Ferrari desenvolveu uns cubículos transparentes, com 4,5 metros de comprimento no máximo, que podem ter até duas espreguiçadeiras e um chapéu de sol. Entre dois chapéus dos cubículos feitos de acrílico transparente e alumínio, será mantida uma distância de pelo menos três metros.

"A ideia nasce com o objetivo duplo de proteger mas também permitir a retoma da atividade", afirmou o dono da empresa ao jornal "La Reppublica".

praia
créditos: repubblica

Também em Espanha estão a ser estudadas soluções para permitir idas à praia. Enquanto aguarda medidas do governo espanhol, o presidente da Associação de Empresários de Praia da Costa del Sol, Manuel Villafaina, revelou que nas praias da Costa Del Sol vão ser implementadas medidas de forma a permitir o distanciamento de segurança.

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Uma delas é retirar camas de praia e chapeús de sol do areal e implementar uma nova dinâmica no acesso aos menus de praia, uma vez que podem são uma fonte de transmissão do vírus. Vão por isso ser substituídos pelo digital: os clientes acedem aos detalhes do menu no telemóvel e os pedidos vão ser feitos aos trabalhadores dos bares que vão andar equipados com máscaras e luvas.

"A segurança é uma prioridade e vamos fazer tudo o que for necessário. Temos de ter um destino seguro no que diz respeito à saúde, porque o modelo mudou e o turista está à procura de segurança", disse Manuel Villafaina ao jornal "The Sun".

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