O vocalista dos U2 vai lançar um livro que promete muitas revelações e polémica no próximo dia 1 de novembro. Em "Surrender: 40 Songs, One Story", Bono Vox vai contar um pouco da história de 40 das maiores canções da banda e toda a envolvência política, social e cultural de cada uma delas, sendo que algumas lhe valeram ameaças de morte, da esquerda à direita, na Irlanda e nos Estados Unidos, por causa das mensagens políticas e sociais, bem como pela postura ativista que Bono manteve ao longo de toda a sua carreira, usando, também, a música como arma de pensamento político.

Um dos acusados por Bono Voz é o antigo líder do partido político irlandês Sinn Féin, então braço político da organização terrorista IRA, o Exército Republicano Irlandês, responsável por dezenas de mortes em atentados ao longo dos anos 80 e 90, em Inglaterra e na Irlanda do Norte. De acordo com o que Bono revelou este domingo, 16 de outubro, no decorrer do Festival de Literatura de Cheltenham, ele a sua mulher, Ali, eram alvos do IRA, depois de o líder dos U2 ter-se manifestado contra os métodos da organização terrorista, o que lhes terá custado "uma grande perda na angariação de fundos para o IRA nos Estados Unidos", disse Bono, citado pelo "The Times".

O líder dos U2 disse ainda que "um famoso líder de um gangue em Dublin" tinha "planos para raptar" as suas filhas. "Os membros do gangue estiveram a vigiar as nossas casas durante vários meses e havia mesmo um plano elaborado" para o rapto.

U2 dão concerto surpresa no metro de Kiev. Veja o vídeo
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Também nos Estados Unidos, Bono Vox foi ameaçado de morte, mas desta vez por membros de organizações de extrema direita. As ameaças aconteceram num concerto no Arizona, depois de os U2 terem interpretado "Pride", uma canção que homenageia a luta de Martin Luther King pelos direitos dos negros. Bono já tinha sido avisado de que se cantasse esse tema seria assassinado a tiro durante a atuação. Isto foi quase como que um convite para que a canção fosse mesmo tocada pelos U2. Bono começou a entoar "Pride" e sentiu-se "messiânico", como disse ao "The Times". Ajoelhou-se, fechou os olhos e começou a cantar. "Apercebi-me então da gravidade da situação e fechei os meus olhos. Ser assassinado a tiro era uma pequena possibilidade, mas só por precaução fechei os olhos". A canção acabou, Bono abriu os olhos e teve uma surpresa: viu que o seu baixista, Adam Clayton, tinha ficado à sua frente, de pé, durante toda a canção, para o proteger de um eventual tiro.

Estas e outras histórias vão ser contadas por Bono no novo livro. O cantor irá fazer uma tour mundial de promoção da obra, e passará por 14 cidades em novembro, sendo a última delas Madrid, a 28 de novembro. Na apresentação do livro, Bono irá falar e cantar alguns temas. Não está prevista a passagem por Portugal.

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