Espanha acordou hoje em estado de emergência, devido à escalada do coronavírus no País, que já infetou mais de 7 mil pessoas, e matou mais de 250. A situação piora de dia para dia, e estima-se que Espanha possa ser a nova Itália, caso não tome medidas drásticas. Só que a população parece não ter percebido a mensagem, e esta manhã, à hora de ponta, o metro que liga Madrid à periferia da cidade estava a abarrotar de gente.

COVID-19. O metro está a funcionar normalmente? Saiba tudo o que mudou e já está em vigor
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As imagens que surgiram nas redes sociais mostram que os transportes públicos se encheram de pessoas, como num dia normal, não sendo naturalmente possível manter o distanciamento de segurança imposto pelas autoridades, como se pode ver nas imagens.

As plataformas de algumas linhas também tiveram um fluxo de pessoas mais alto do que o que era esperado, já que o Metro de Madrid não reduziu os seus serviços e até aumentou o fluxo de carruagens, sobretudo em linhas com estações com acesso próximo a hospitais.

Praticamente ninguém usou máscaras ou luvas e os passageiros viajaram colados uns aos outros.

No entanto, um porta-voz da Comunidade de Madrid alertou que "fotografias falsas do metro de Madrid estão a ser espalhadas pelas redes sociais, onde multidões de utilizadores aparecem esta manhã em estações suburbanas".

Uma situação semelhante foi vivida em Barcelona e Bilbau, onde em algumas linhas a hora de ponta foi igual a qualquer outro dia.

Espanha é o segundo país europeu mais afetado pelo COVID-19, o que fez com que o governo espanhol declarasse no sábado o estado de emergência nacional que entrou em funcionamento esta segunda-feira, 16 de março. A frequência das ligações entre cidades está a ser limitada em pelo menos 50%, para diminuir as deslocações dos cidadãos para fora da sua zona de residência.

Durante este estado de emergência que Espanha está a viver, os cidadãos só podem circular na via pública para realizar as seguintes ações: compra de alimentos, produtos farmacêuticos e de primeira necessidade, assistência a centros e serviços de saúde, deslocações para o local de trabalho, regresso a casa, assistência e cuidado de idosos, menores, dependentes, pessoas com deficiência ou pessoas mais vulneráveis, deslocação a entidades financeiras, por motivos de força maior ou situação de necessidade, ou qualquer outra atividade de valor semelhante devidamente justificada, como foi dito por Pedro Sánchez.

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