Tudo mudou desde que a pandemia causada pelo novo coronavírus chegou às nossas vidas. Mesmo que o estado de emergência já tenha terminado há várias semanas e muitos setores tenham regressado ao seu funcionamento habitual, os portugueses ainda se sentem desconfortáveis em voltar à rotina pré-COVID. Pelo menos, é isso que mostra o novo estudo da Deco, que revelou que três quartos dos inquiridos evita ou deixou mesmo de frequentar espaços públicos.

Entre 16 e 20 de julho, a conhecida associação de apoio ao consumidor analisou os hábitos de 1006 portugueses, entre os 18 e os 74 anos, através um questionário online. Com base nessa amostra, a investigação mostrou que 61% deixou de participar em eventos culturais, seja uma peça de teatro, ir ao cinema ou a um concerto, metade deixou de andar de transportes públicos, e 51% não utiliza carros com motorista, como táxis e TVDE (vulgo, Uber e semelhantes).

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Um quarto da amostra revelou não frequentar parques públicos, e 3% salienta que não vai, de todo, a supermercados, contra 54%, que reduziu a ida a este tipo de estabelecimentos. Apesar de todas as medidas de segurança dos restaurantes, 43% dos portugueses ainda não se sente confortável em ir almoçar ou jantar fora, e 41% ainda não regressou aos centros comerciais.

O estudo da Deco avaliou também os locais onde os portugueses têm mais medo de ser contagiados com o novo coronavírus: os transportes públicos surgem em primeiro lugar, com 73%, seguidos de próximo pelos centros desportivos fechados e piscinas (69%), eventos culturais (68%), e centros comerciais (64%). Os supermercados são o local com a percentagem mais baixa nesta avaliação, com 36%.

Desde o início da pandemia, os portugueses também colocaram a saúde em segundo plano. Segundo as respostas dadas a este inquérito, 73% da população adiou ou cancelou idas ao dentista, 72% ao médico de família, e 71% a consultas de outras especialidades. O medo de contágio nos serviços de saúde também é elevado, com 67% a assinalar receio de frequentar urgências de hospitais públicos, 60% urgências em centros de saúde, e 59% urgências no privado.

Em relação a viagens, 82% afirma ter medo de frequentar terminais de autocarros e fazer viagens de longo curso nestes veículos, 76% evita voos e aeroportos, percentagem que também se aplica às viagens de comboio de longo curso. Já analisando o alojamento, 66% não se sente confortável em ficar em alojamentos locais ou hostels, 58% em hotéis e 51% em casas alugadas.

O estudo focou-se também no que os portugueses adiaram com a pandemia: 75% desistiu, pelo menos no presente, de comprar imóveis para fins de investimento (como arrendar, por exemplo), 73% adiou a compra de um carro, e 68% a compra de imóveis para utilização própria.

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