Esta segunda-feira, 18 de maio, os restaurantes reabriram, bem como as creches, e pouco a pouco, existem vários setores a regressar à normalidade. No entanto, o mesmo pode não se aplicar aos bares e discotecas, que podem permanecer fechados por tempo indeterminado.

O primeiro-ministro António Costa salientou que ainda não é o momento certo para abrir este setor. "Ainda não está no nosso calendário. Nós temos que ir fazendo de uma forma gradual e começando pelos sectores de actividade em que é mais fácil regular e estabelecer normas de afastamento. Ora, atividades que pela sua própria natureza vivem não do afastamento, mas, pelo contrário, da proximidade e da interação, é evidente que estarão no último lugar daquelas que poderão reabrir", afirmou António Costa numa entrevista à TSF.

Dois meses depois, voltámos a almoçar num restaurante. A partir de hoje, é assim o "novo normal"
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Durante a mesma conversa, o primeiro-ministro assumiu que bares e discotecas podem mesmo não abrir nos meses de verão. "Se for necessário. Se não for, melhor. Se for, terá que ser. Não podemos pôr agora em causa aquilo que conseguimos com enorme dificuldade das pessoas. Há pessoas que estão há dois meses sem sair de casa. Só hoje as famílias vão poder voltar a visitar os seus familiares em lares. Só hoje os pais vão poder colocar as suas crianças nas creches. E fazem-no com o coração divididíssimo, sem saber se tal é um risco para criança".

Em reação a estas palavras, foram vários os representantes do setor que já se manifestaram. A Associação de Bares da Zona Histórica o Porto (ABZHP) referiu ao jornal "Público" que esta postura do primeiro-ministro agrava a preocupação em relação ao futuro, e garante que a prioridade é abrir os espaços "com segurança".

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