Com base no “teste do pezinho”, o Programa Nacional de Rastreio Neonatal (PNRN), nos últimos nove meses houve menos nascimentos em Portugal em relação ao mesmo período do ano passado, o que representa uma quebra de 1,2% (775 recém-nascidos).

Até ao momento, nasceram 64.390 bebés, sendo janeiro (8.043) e setembro (7.712) os meses com mais nascimentos. Já no mês em que a pandemia de COVID-19 chegou a Portugal, março, ficou em quarto lugar de maior número de nascimentos: 7.182.

Quanto a regiões, os dados do Programa Nacional de Rastreio Neonatal, coordenado pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), revelam que foi em Lisboa que se registou um maior número recém-nascidos (18.867), seguido do Porto (11.831) e de Braga (5.032). O menor número diz respeito às regiões autónomas dos Açores (1.547) e da Madeira (1.353), de acordo com o jornal "Público", que cita os dados avançados pelo INSA à agência Lusa.

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Comparando o número de bebés analisados ao longo dos últimos anos, apesar de no ano passado se terem registado 65.165 nascimentos, nos últimos nove meses houve um aumento de 2,2% (mais 1.400 nascimentos) face ao ano em que se registou o valor mais baixo dos últimos cinco para igual período: 2015, ano em que foram analisados apenas 62.990 recém-nascidos.

No que diz respeito a valores totais anuais, 2019 alcançou o valor mais alto dos últimos quatro anos, 87.364 recém-nascidos, sendo que em 2015 o valor tinha ficado nos 85.056 recém-nascidos rastreados.

Os dados foram apurados através do conhecido “teste do pezinho”, que consiste na recolha de gotículas de sangue no pé do recém-nascido ao terceiro dia de vida com o objetivo de diagnosticar algumas doenças graves de modo a, se necessário, serem intervencionadas precocemente. Tendo em conta que cobre quase a totalidade dos nascimentos no país, permite assim confirmar o número de nascimentos anuais.

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