"Amigo, então como é que está? Conte-me lá a sua aventura". Foi assim que Marcelo Rebelo de Sousa começou a conversa com Manuel Fernandes, um sem-abrigo de 63 anos que vive há três anos debaixo de um viaduto no centro da cidade do Porto. O Presidente da República tomou conhecimento da história, mas quis saber o porquê de a situação se prolongar no tempo.

"Da Câmara não houve nenhum contacto? Da Santa Casa da Misericórdia?", tentou saber o Presidente, mas Manuel Fernandes revela que lhe disseram não ter direito a casa porque esteve cinco anos fora do Porto. De seguida, o Presidente da República foi conhecer o espaço onde este sem-abrigo está instalado, que inclui aquilo a que Manuel chama de cozinha e a sua "pequena suite", com cama de casal.

"Isto é um caso espantoso, primeiro porque é muito prolongado no tempo, são anos. Em segundo lugar, porque a situação piorou na medida em que não há luz, deixou de haver aqui o funcionamento de um estabelecimento de grande superfície e, portanto, isto à noite é mais fresco", diz Marcelo depois de fazer a visita surpresa à "cabana" de Manuel Fernandes.

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O sem-abrigo chegou até a pensar que se tratava de "mais um assaltante”, disse de acordo com a revista "Visão", quando viu aproximar-se uma moto com uma pessoa equipada com capacete. O "assaltante" era, afinal, um elemento da comitiva do Presidente da República que anunciou a chegada de Marcelo.

Manuel Fernandes revela, de acordo com a SIC Notícias, que não tem condições para pagar uma casa ou um quarto, razão pela qual continua a viver debaixo do viaduto. Além de estar desempregado, sobrevivendo apenas com 200€ mensais, conta que tem vários problemas de saúde: "Tenho artrose, osteoporose, sofro do coração, tive uma doença pulmonar, tive sífilis, estou velho, a caminho da cova", diz.

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Marcelo Rebelo de Sousa tem feito várias visitas a sem-abrigo e em abril até chegou a ajudar a distribuir comida, mas reconhece que a pandemia veio agravar a situação e será difícil tirar os sem-abrigo até à meta que tinha definido: 2023.

Quanto a Manuel Fernandes, o Presidente da República disse-lhe: "Vou ver o que é que se passa. Ver se falo com um assistente social", terminando assim a visita a Manuel, cuja história ficou conhecida a 5 de setembro na Reportagem Especial da SIC "Uma vida e uma cabana".

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