Vários grupos de jovens holandeses estão a preocupar as autoridades portuguesas por não seguirem as medidas e recomendações impostas pelo governo para travar a pandemia de COVID-19. Em Albufeira, no Algarve, os jovens do ensino secundário que estão em viagem de finalistas não acataram as ordens e foi necessário recorrer à ação policial para manter a distância de segurança.

Depois de as primeiras notícias falarem em situações desordeiras em bares, vários nadadores-salvadores das praias daquela região começaram a comentar que também naqueles sítios os jovens não respeitavam as regras. Chegavam à praia em grandes grupos, poucos usavam máscaras e cumprimentavam-se como se “estivesse tudo normal”.

“Como chegam é como ficam, em grupos, sem máscara, dão abraços, beijinhos como se estivesse tudo normal”, explica um nadador-salvador da praia da Oura ao jornal “Expresso”. “Se calhar não têm as mesmas regras no país deles”. A verdade é que estão dois mil jovens na Oura que querem sair à noite, ir para discotecas e, como estas ainda não abriram, fazem festas em casa sem controlo.

Os encontros em grandes grupos levou a que a polícia portuguesa actuasse e dispersasse a multidão. Nas passadas noites de domingo e segunda-feira, 5 e 6 de julho, respetivamente, a Guarda Nacional Republicana (GNR) levantou “dezenas de contraordenações” aos jovens que desrespeitaram as regras de distanciamento. Os proprietários dos bares que estavam a funcionar fora de horas também foram multados.

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Uma fonte explicou à mesma publicação que passadas aquelas primeiras noites, o ambiente ficou mais calmo. O mesmo foi testemunhado por uma equipa de repórteres da SIC Notícias que explicou que “bastou um avistamento do reforço policial para dezenas de jovens saírem voluntariamente dos bares”. À mesma estação, os jovens holandeses queixaram-se da violência sofrida nas noites anteriores.

“Gostava que fossem embora porque temos muito medo deles. Estão a bater em toda a gente que passa”, garantiu um dos jovens entrevistados. “A polícia bateu-me uma vez sem motivo. Eu estava a ir para o outro lado. Diziam às pessoas para irem para aquele lado, por exemplo, e eu ia para o outro porque era o caminho mais rápido para casa. Bateram-me com um bastão. Doeu muito”, descreveu outro.

Outros jovens entrevistados garantiram que se se abrissem as discotecas poderia haver um maior controlo por parte das autoridades – já que muitos jovens optam por fazer festas em casa com vários grupos. “Depois da festa, foram para casa. Portanto, acho que há muitas festas por todo o lado”, explicou outro dos jovens.

Sobre esta situação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, questionado pelo “Expresso”, apenas reforça que, quem vier para Portugal, terá de obedecer “às regras locais de segurança”, tais como “a importância de se manter dois metros de distância social e a obrigatoriedade do uso de máscara em muitos locais, como lojas, restaurantes e transportes públicos”. Regras que estes jovens raramente têm cumprido.

Os dois mil jovens holandeses começam a regressar a casa na próxima sexta-feira, 10 de julho. Mas até agosto são esperadas mais visitas àquela região em forma de viagem de finalistas. Segundo avança a SIC Notícias, o próximo grupo de jovens holandeses a passarem férias em Albufeira já devem ser mais velhos, frequentando o ensino universitário.

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