Produtos como papel higiénico, livros, guardanapos, bem como embalagens em geral, entre outros, vão ficar mais caros. A grande subida de custos relacionados com a produção de papel está na origem do aumento de preços a tudo o que com este material se relaciona e deve-se a duas grandes crises: o incremento do custo da energia e a crise internacional dos transportes, que estão a gerar uma carência de pasta de celulose e madeira, materiais a partir dos quais o papel é produzido. Por consequência, quaisquer produtos fabricados ou embalados com papel ou cartão vão ser afetados.

Assim, materiais feitos com ou a partir de papel vão sofrer um aumento de custo devido à escassez deste material, agravada pelo aumento de preços em fatores de custos, como produtos químicos, energia, materiais de embalagem, logística e celulose.

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"Os prazos de entrega já nem existem, é quando houver, e isso não é possível porque o jornal sai diariamente, o livro tem data de lançamento, a caixa para medicamentos tem prazo e tudo está a ser posto em causa", afirmou o presidente da Associação Portuguesa das Indústrias Gráficas e Transformadoras do Papel (Apigraf), José Manuel Lopes de Castro, ao "Jornal de Notícias".

O preço dos combustíveis, gás e eletricidade sofreu uma subida exponencial e a produção de pasta de papel é um grande consumidor de energia. A madeira chega nos transportes de cargas internacionais, que estão mais caros, o que origina escassez das matérias-primas.

Devido a esta crise no setor do papel, a Navigator, gigante português do papel com presença internacional, já declarou que irá subir os preços em dezembro, escreve a mesma publicação. O índice internacional do preço da pasta de papel subiu 78% desde o início deste ano, os custos energéticos quase quadruplicaram e o preço do gás praticamente sextuplicou.

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