17.196 mortes. É este o número total de mortes registadas desde 2013 no Gun Violence Archive, base de dados norte-americana. A este valor juntam-se agora as vítimas do tiroteio numa escola primária em Uvalde, no estado do Texas, nos Estados Unidos, levado a cabo esta terça-feira, 24 de maio, por Salvador Ramos, 18 anos, que dirigiu-se armado para a escola de Robb e atingiu 19 crianças e dois adultos.

O ataque que está a chocar o mundo faz parte de uma lista incontável de tiroteios que aconteceram quase todos os dias em maio nos vários Estados dos EUA, segundo o arquivo online. O novo ataque é o mais mortal numa escola primária desde que ocorreu o ataque em Sandy Hook, no Connecticut, em 2012, provocando um total de 28 mortos, dos quais 20 crianças e oito adultos.

Tiroteio nos EUA. 19 crianças, entre os 5 e os 11 anos, mortas em ataque a escola primária
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Além disso, é o mais mortal alguma vez registado numa escola no Texas, sendo que o número de mortos ultrapassa em mais de uma dezena as 10 pessoas que morreram há quatro anos na escola secundária de Santa Fe, em Houston.

"Quantas crianças mais têm de perder a vida por causa da violência armada sem sentido?”. É a questão que se coloca e que foi levantada pelo presidente da câmara de Houston, Sylvester Turner, num comunicado sobre o novo tiroteio. O autarca defende que "o Congresso deve agir, e os governadores e legisladores federais devem aprovar uma legislação razoável de controlo de armas, os eleitores devem exigi-lo de seus representantes", pode ler-se.

O apelo foi suscitado pelo ataque que levou à morte de mais 19 crianças nos Estados Unidos esta terça-feira, 24, mas poderia ter sido feito após qualquer outro registado ao longo dos últimos anos, como mostram os dados devastadores do Gun Violence Archive e também o mapa do número de mortes só em 2022 (entre 1 de janeiro e 24 de maio) nos Estados Unidos.

Gun Violence Archive
Gun Violence Archive créditos: gunviolencearchive

Desde 2013, houve um total de 213 tiroteios e morreram 140 crianças entre os 0 e os 11 anos e 507 adolescentes entre os 12 e os 17 anos. São dados que atingem as centenas e que não parecem abrandar quando são analisados os números de tiroteios em massa que têm acontecido.

O Gun Violence Archive mostra que em 2014 o número total de tiroteios em massa foi de 269, valor que aumentou até 2016, sofreu um ligeiro decrescimento em 2017 e 2018, mas voltou a subir nos anos seguintes: 417 tiroteios em massa registados em 2019 e no ano seguinte, marcado pela pandemia, ocorreram 611.

Os ataques mais do que duplicaram nos últimos sete anos e alguns ficaram na memória, assim como nos dados da plataforma. No topo da lista dos seis mais mortíferos encontra-se o tiroteio em Las Vegas, Nevada, a 1 de outubro de 2017, no qual morreram 59 pessoas. Segue-se o que ocorreu em Orlando, Florida, a 12 de junho de 2016, que levou à morte de outras 50. O terceiro mais fatal foi em Sandy Hook, em 2012, depois em Sutherland Springs e em El Paso, Texas, em 2017 e 2019, respetivamente, e à lista junta-se agora o novo ataque em Uvalde, que vitimou 21 pessoas.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que soube da tragédia na escola no Texas ao regressar de uma viagem à Ásia, pronunciou-se com revolta sobre os ataques. "Estou farto e cansado disto. Temos de agir", disse, emocionado. "Este é o momento de pôr esta dor em ação", pediu Biden, referindo-se à legislação para limitar o acesso dos cidadãos norte-americanos a todo o tipo de armas.

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