A vacina contra a COVID-19 desenvolvida pelo laboratório britânico AstraZeneca e pela Universidade de Oxford mostrou uma eficácia de 70%, de acordo com a BBC esta segunda-feira, 23 de novembro.

Os resultados foram obtidos através de uma investigação com base em mais de 20 mil voluntários, dos quais 30 ficaram infetados com COVID-19, após tomar duas doses da vacina. Contudo, os cientistas acreditam que a eficácia pode ser superior, uma vez que a eficácia subiu para 90% em voluntários que receberam inicialmente metade de uma dose seguida de uma dose completa. A vacina será, por isso, alvo de estudos mais aprofundados.

Andrew Pollard, o investigador principal do estudo, disse à BBC que estão "muito satisfeitos com esses resultados" e que os dados de eficácia de 90% eram "intrigantes", mas, a confirmarem-se, significa que haveria "muito mais doses para distribuir", afirma o cientista Andrew Pollard.

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O resultado de 70% de eficácia da vacina de Oxford perde para outras duas vacinas, da Pfizer e Moderna, cujos resultados de combate ao vírus estão a cima dos 94%. Ainda assim, esta vacina ainda pode ser aprovada pelos reguladores e tem a vantagem de ser bastante mais barata, fácil de armazenar e de distribuir — o que significa que poderá ter um papel significativo no combate à pandemia.

Quanto à distribuição das vacinas que já estão prontas, a UNICEF anunciou esta segunda-feira, 23, que está a preparar uma mega "operação histórica e maciça" de logística de transporte de vacinas contra a COVID-19, que envolverá cerca de dois mil milhões de unidades, revela a RTP.

"À medida que o trabalho de desenvolvimento de vacinas para a COVID-19 continua, a UNICEF está a acelerar os esforços com as companhias aéreas, companhias de carga, companhias de navegação e outras parcerias logísticas para fornecer vacinas vitais tão rápido e seguro quanto possível", afirmou, em comunicado, a diretora da Divisão de Abastecimento do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Etleva Kadilli.

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