O príncipe de Gales compareceu na cerimónia de abertura do parlamento britânico esta terça-feira, 10 de maio. Carlos, primeiro na linha de sucessão ao trono britânico, substituiu a rainha Isabel II, que falhou a cerimónia a conselho médico, devido a problemas de mobilidade, segundo informações avançadas pelo Palácio de Buckingham. Emocionado, o filho da monarca leu as suas palavras.

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A Abertura de Estado do Parlamento, na Câmara dos Lordes, é um evento sempre bastante escrutinado, pois é quando se faz a leitura do discurso da rainha, que enumera as políticas do governo e a legislação proposta. Em 2020, a cerimónia foi suspensa devido à pandemia covid-19 e, em 2021, teve lotação reduzida devido às medidas de saúde. 

O príncipe Carlos, 73 anos,  já tinha participado na cerimónia em anos anteriores como acompanhante da mãe, que segundo o protocolo teria de caminhar entre o automóvel e a entrada do edifício do Parlamento e depois até à sala na Câmara dos Lordes, onde normalmente se lê o discurso, tendo ainda de subir três degraus de acesso à plataforma onde se encontra o trono. Desta vez, o herdeiro da coroa estreou-se a representar a mãe nesta ocasião, apoiado pelo filho William e pela mulher, Camilla.

Simbolicamente, Carlos discursou ao lado da coroa da mãe, destacando medidas futuras essenciais a tomar pelo governo. "A prioridade é crescer e fortalecer a economia e ajudar a aliviar o custo de vida das famílias", começou por dizer, reforçando que devem ser aumentadas as oportunidades e o apoio às famílias, à polícia e ao Serviço Nacional de Saúde. Adiantou também que o Reino Unido continuará a assegurar a defesa da Constituição e a apoiar a população da Ucrânia, defendendo a liberdade. O monarca destacou ainda outras propostas:

Os pontos-chave do discurso:

  • Crescer e fortalecer a economia
  • "Defender a democracia e a liberdade ao redor do mundo"
  • Investir nos serviços públicos;
  • Reforma e corte de taxas;
  • Empoderar líderes e negócios locais;
  • Melhoramento dos transportes;
  • Transição para uma energia mais limpa e segura;
  • Fortalecer os direitos dos consumidores;
  • Criar novas regras de competição para os mercados digitais;
  • Reformas na educação;
  • Reforma do "Mental Health Act";
  • Primeiros acordos de troca após deixar a União Europeia;
  • Promover agricultura sustentável
  • Reduzir po crime económico

O discurso terminou em aberto, com a garantia de que outras medidas serão futuramente abordadas. Mas antes disso, fez-se a nota de que a rainha Isabel II está ansiosa para os eventos do Jubileu de Platina (que culminam num feriado nacional de quatro dias, em junho), num sinal de que a monarca pretende continuar ativa publicamente, informa o Daily Mail. 

Esta foi a primeira vez em 59 anos que a monarca de 96 anos falhou o início do ano parlamentar britânico A decisão foi tomada "relutantemente" a conselho médico devido a "problemas de mobilidade episódicos", adiantou o JN.

Coroada em 1953, Isabel II só tinha faltado duas vezes a esta ocasião por estar grávida – em 1959 e 1963 –, de acordo com a a Sky News. O mesmo meio informou que, apesar de ausente, a rainha acompanhou o evento através da televisão.

Os problemas de mobilidade da monarca já são notórios há alguns anos. Em 2016, a rainha Isabel II utilizou um elevador, pela primeira vez em 64 anos, "evitando os 26 degraus da Escadaria da Entrada Real", escreveu o JN. Desde 2019 que passou a deslocar-se de carro, ao invés de o fazer numa carruagem, por questões de conforto e, em 2021, também foi vista a usar uma bengala em público.

Também o vestuário mudou. A rainha substituiu a Coroa Imperial ou manto cerimonial por um vestido normal e tem reduzido a sua participação em diversos eventos nos últimos dois anos, lembrando que em fevereiro de 2022 superou a Covid-19.

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