Aos 22 anos, Amanda Gorman foi a mais jovem poetisa a discursar numa tomada de posse. A jovem norte-americana captou a atenção do mundo no passado dia 20 de janeiro, quando participou da cerimónia de inauguração de Joe Biden no Capitólio, em Washington. Cerca de duas semanas depois, Amanda é capa da revista "Time", que conta também com uma entrevista feita por Michelle Obama.

Na conversa com a antiga primeira-dama dos Estados Unidos, Amanda salientou o momento importante que a arte africana está a viver com o movimento do Renascimento Negro (movimento cultural e político de valorização da identidade africana, por oposição à cultura dos povos colonizadores).

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"A arte é importante porque também estamos a viver um momento importante na história negra. Seja de um ponto de vista político, por termos tido um presidente afro-americano antes de Trump, ou do ponto de vista do movimento das Black Lives, que se está a tornar o maior movimento social nos Estados Unidos", disse a poetisa na entrevista da "Time".

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Amanda Gorman foi entrevistada por Michelle Obama. créditos: Instagram

A escritora reforçou o entusiasmo que sente por ter a oportunidade de ver o trabalho de outros artistas afro-americanos, e salientou que também quer fazer parte da história deste renascimento. "Estamos a vê-lo na moda, nas artes visuais, na dança, na música. Em todas as formas de expressão humana, e estamos a ver que a arte está a ser influenciada pela experiência negra. Não consigo imaginar nada mais excitante do que isso", disse Amanda Gorman.

Questionada por Michelle Obama sobre a má fama que a poesia tem, e de como seria possível torná-la mais acessível e apelativa a camadas mais jovens, Amanda Gorman assume achar que a forma literária já é "fixe". "Onde encontramos problemas é quando tentamos catalogar a poesia naquilo que achamos que esta deve ser. Como uma coisa de homens brancos mortos. Esses são os poemas que são ensinados nas escolas e que são referidos como clássicos. Precisamos de romper com esta ideia patológica que a poesia é apenas para determinadas elites. Precisamos de enaltecer e celebrar poemas que refletem a humanidade em toda a sua diversidade e profundidade."

Na capa da "Time", a jovem poetisa e escritora surge num vestido amarelo, com uma tiara a decorar as suas tranças, uma imagem que liga beleza e mensagem. Awol Erizku, o artista conceptual responsável pela produção da revista norte-americana, afirmou querer alcançar visuais "intemporais e clássicos" na produção, que está a ser muito elogiada nas redes sociais.

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