Banksy volta a fazer das suas. O street artist mais famoso do mundo, cuja identidade nunca foi revelada — apesar de algumas suspeitas e teorias da conspiração — passou, sem convite, pela Bienal de Veneza. E, ainda que ninguém lhe tivesse pedido nada, o artista acabou por participar, de forma pouco convencional, como prefere sempre: deixou nas ruas, sem que ninguém reparasse, uma peça recheada de ironia e sátira social, que o próprio terá montado.

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Chama-se “Venice in Oil” e mistura o imaginário clássico e romântico de Veneza com a realidade turística e atual desta cidade italiana. Portanto, junto dos canais e da Praça de São Marcos, surge um enorme navio, símbolo que dá a entender que a cidade já não é dos habitantes — mas sim dos milhares de estrangeiros que por lá passam. Tal como, também em maio, aconteceu com o mural que criou na mesma cidade, numa alusão aos migrantes do Mediterrâneo, a obra foi retirada pelas autoridades.

O artista confirmou a autoria da obra na conta de Instagram, através de um vídeo. Na legenda pode ler-se: “A arrumar a minha barraca. Apesar de ser o maior e mais prestigiado evento de arte no mundo, por alguma razão, não fui convidado.”

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