A história da família Cebrián Gervás está a dar a volta ao mundo, isto porque o casal espanhol e os 11 filhos estão infetados com o novo coronavírus e estão em isolamento, há várias semanas, no seu apartamento de 170 metros quadrados.

Os primeiros sintomas de uma possível infeção por COVID-19 vieram da mãe, Irene Gervás, que é enfermeira. A 12 de março, antes de ter sido declarado o estado de emergência em Espanha, Irene começou com dores de cabeça que desvalorizou. Quatro dias depois os sintomas intensificaram-se e veio a confirmação: o seu teste deu positivo para o novo coronavírus.

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O segundo membro da família a ter sintomas foi José María, o pai, e o vírus logo se alastrou ao resto da família. Segundo o “El Español”, 12 dias depois dos primeiros sintomas a família começou lentamente a recuperar. Ainda assim, compreendem que não podem deixar de estar isolados. “Estamos a sair do poço, mas ainda não podemos sair de casa”, disseram ao mesmo jornal.  “O médico disse que, se formos à rua, ainda podemos infetar outras pessoas, temos que ficar mais duas semanas em casa. Tenho um pouco de tosse, mas a minha mulher já está a 100%", explicou o pai.

Com uma família de 13 pessoas, na qual o filho mais velho tem 15 anos e o mais novo um ano, os Cebrián Gervás explicam que a esquematização das diferentes tarefas é a crucial nesta altura. “Fizemos um cronograma para gerirmos os pequenos-almoços ou o tempo de aulas das crianças. Tivemos de nos organizar como qualquer outra família”, contam. A juntar a isto, contam também com a ajuda da mãe de Irene, que faz algumas refeições as deixa no elevador da garagem do prédio onde vivem em Valladolid.

Os telemóveis, computadores e até um iPad antigo parecem ser a salvação da família para o entretenimento do dia a dia. Usam estes dispositivos para acompanham a missa, por exemplo. A família cristã explica que a primeira coisa que faz quando acorda é assistir à celebração de uma missa em Madrid via stream. “Não tem sido fácil, mas temos fé”, disse o progenitor ao “El Norte de Castilla”. “Ajuda a estruturar o dia, dá-nos paz e bom amor”.

José María explicou ainda que os filhos mais velhos começam já a ajudar com os mais novos e isto tem-se revelado uma ajuda preciosa. “Eles [os filhos mais velhos] demonstram uma maturidade e uma responsabilidade que nos surpreendeu. E o hábito de lavarem as mãos, por exemplo, têm-no mais enraizado do que nós, os adultos”.

Por agora, os planos são continuar em casa, mas na Páscoa planeiam acompanhar o papa Francisco, na tradicional celebração de Páscoa.

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