Depois de falar sobre o assassinato de Charlie Kirk, esta segunda-feira, 15 de setembro, o apresentador de 57 anos viu o seu programa removido do ar por tempo indefinido. Agora, sabe-se que, para o recuperar, Jimmy Kimmel terá de dar certos passos.
A estação responsável pelo programa quer que Kimmel peça desculpa diretamente à família da vítima e faça uma "doação pessoal significativa" à mesma, bem como à ONG de Kirk, a Turning Point USA.
Sobre o aliado de Trump, Jimmy Kimmel disse o seguinte: "No fim de semana, o grupo MAGA tentou desesperadamente caraterizar o miúdo que assassinou Charlie Kirk como outra coisa que não um deles e fez tudo o que pôde para ganhar pontos políticos com isso".
"Isto não é como um adulto lamenta o assassinato de alguém que disse ser seu amigo. Isto é como uma criança de 4 anos lamenta um peixe dourado. Ok?", proferiu, ainda, referindo-se à falta de empatia que o atual presidente dos Estados Unidos mostrou para com a perda do seu aliado.
Como consequência, o apresentador recebeu a notícia de que o seu programa seria "retirado do ar por tempo indeterminado", sem ser especificado se seria uma suspensão, uma substituição ou mesmo uma remoção total do formato emitido durante a noite, de segunda-feira a sexta-feira, pela ABC.
"Os comentários do senhor Kimmel foram inapropriados e extremamente insensíveis, num momento crítico para o nosso país", disse o vice-presidente da Sinclair, Jason Smith, em comunicado. "Acreditamos que os apresentadores têm a responsabilidade de educar e de suscitar diálogo respeitoso e construtivo nas nossas comunidades", continuou, citado pela "People".
A Sinclair é uma empresa americana de media que possui e opera centenas de canais de televisão nos Estados Unidos, incluindo a ABC. É assumidamente conservadora no que toca às orientações editoriais, recebendo críticas por promover conteúdos politicamente alinhados com a direita.
Também Stephen Colbert viu o seu projeto profissional chegar ao fim quando a CBS anunciou, em julho, que iria terminar "The Late Show" por questões orçamentais. No entanto, paira a dúvida de se foi realmente por dinheiro ou se teve ligações a pressões políticas.
Charlie Kirk foi morto a 10 de setembro, aos 31 anos, após levar um tiro no pescoço. Tyler Robinson, de 22 anos, é o principal suspeito, que já foi detido e acusado de homicídio.