Depois de Stephen Colbert, desta vez foi Jimmy Kimmel o visado. Os apresentadores de talk-shows americanos têm sido silenciados por se oporem ao atual governo de Donald Trump, às visões que implementa e a quem pretende proteger.

“The Late Show” com Stephen Colbert acaba em 2026. E Trump poderá estar por detrás do cancelamento
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Esta segunda-feira, 15 de setembro, Jimmy Kimmel fez comentários sobre o assassinato de Charlie Kirk, que foi morto a 10 de setembro, aos 31 anos, após levar um tiro no pescoço. Tyler Robinson, de 22 anos, é o principal suspeito, que já foi detido e acusado de homicídio.

Sobre o aliado de Trump, Jimmy Kimmel disse o seguinte: "No fim de semana, o grupo MAGA tentou desesperadamente caraterizar o miúdo que assassinou Charlie Kirk como outra coisa que não um deles e fez tudo o que pôde para ganhar pontos políticos com isso".

"Isto não é como um adulto lamenta o assassinato de alguém que disse ser seu amigo. Isto é como uma criança de 4 anos lamenta um peixe dourado. Ok?", proferiu, ainda, referindo-se à falta de empatia que o atual presidente dos Estados Unidos mostrou para com a perda do seu aliado.

Como consequência, o apresentador recebeu a notícia de que o seu programa seria "retirado do ar por tempo indeterminado". Fica a dúvida de se será uma suspensão, uma substituição ou mesmo uma remoção total do formato emitido durante a noite, de segunda a sexta-feira, pela ABC.

Também Stephen Colbert viu o seu projeto profissional chegar ao fim quando a CBS anunciou, em julho, que iria terminar "The Late Show" por questões orçamentais. No entanto, paira a dúvida de se foi realmente por dinheiro ou se teve ligações a pressões políticas.

Stephen Colbert é conhecido pelo humor mordaz e pelas críticas recorrentes a Donald Trump. O “The Late Show” continuará em emissão até maio de 2026. Quanto ao programa de Jimmy Kimmel, o futuro é mais incerto. O formato decorria desde 2003.