Depois do inesperado anúncio no Twitter de que iria concorrer à presidência dos Estados Unidos, o rapper Kanye West — que não havia avançado mais pormenores sobre esta decisão — falou à "Forbes" sobre os tipo de políticas em que acredita: declarou-se "anti-aborto", é um céptico em relação à vacina contra a COVID-19, considerando que o essencial para a educação reside no "medo e amor de Deus."

Além disso, revelou que o slogan da campanha seria "Yes" — uma versão mais curta daquele que foi utilizado pelo ex-presidente Barack Obama "Yes We Can", garantindo que vai tornar esta campanha real, recorrendo a "especialistas", à Casa Branca e, particularmente, a Jared Kushner, conselheiro de Donald Trump (que o rapper sempre apoiou) e marido da filha Ivanka Trump.

"Obama é especial. Trump é especial. Dizemos que Kanye West é especial. A América precisa de pessoas especiais a liderar. Bill Clinton? Especial. Joe Biden não é assim tão especial", disse, numa alusão ao candidato pelo partido Democrata. 

Sobre os seus conselheiros de campanha, West referiu a sua mulher, Kim Kardashian, estrela dos reality shows em torno do clã Kardashian, e ainda Elon Musk, fundador da Tesla e apoiante da candidatura do rapper, que Kanye deseja ver à frente do programa espacial.

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Em relação à COVID-19, Kanye West mostra-se relutante em relação à vacina. "São tantas as nossas crianças que estão a ser vacinadas e paralisadas... Por isso, quando eles dizem que a vacina é que cura a COVID-19, sou extremamente cauteloso", disse. "Eles querem pôr chips dentro de nós, eles querem fazer todo o tipo de coisas para que não consigamos atravessar os portões do paraíso", acrescentou, referindo-se aos "humanos que têm o Diabo dentro deles". O mais recente candidato à presidência dos EUA considera que a COVID-19 é "sobre Deus" e que, por isso, "temos de parar de fazer coisas que deixem Deus zangado."

Pensa também já contraído a doença em fevereiro, referindo que sentiu "arrepios", "tremores na cama", que tomou "banhos quentes" e que assistiu a vídeos que lhe disseram como ultrapassar a situação.

No que respeita à polémica questão da violência policial, Kanye West é a favor de que esta acabe, acrescentando "que os polícias também são pessoas." É contra a pena de morte e contra o aborto, uma vez que é "pró-vida", guiando-se pela "palavra da Bíblia."

Do lado da educação, revela que quer instaurar novamente "o medo e amor de Deus em todas as escolas e organizações", criticando o Mês da História Afro-Americana, considerando que esta data comemorativa é "tortura pornográfica".

"As escolas, as infraestruturas, foram feitas para não sermos realmente tudo aquilo que podemos ser, mas para sermos bons o suficiente para empresas que projetam os sistemas escolares. Vamos rasgar isso... não vamos rasgar a constituição, apenas emendá-la."

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Sobre as acusações que afirmam que o rapper anunciou esta candidatura para gerar divisão e ferir a campanha de Biden, West considera que presumir de imediato que uma pessoa negra tem de concorrer pelo partido democrata é uma forma de "racismo", "supremacia" e "controlo branco".

No anúncio que fez no sábado, 4 de julho, sobre a sua potencial candidatura, Kanye West não referiu a afiliação a qualquer partido. Contudo, contestar as nomeações dos partidos Democrata e Republicano nesta altura do campeonato seria impossível, tendo em conta que a eleição está já a quatro meses de acontecer.

Assim, para aparecer nas urnas como candidato independente, Kanye West precisará de reunir uma determinada quantidade de assinaturas e registar-se nos estados do país até um determinado prazo — tendo este já sido ultrapassado em alguns estados importantes.

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