Brian Warner, o homem por detrás do nome e da banda Marilyn Manson, é acusado de abusos sexuais por várias mulheres. As denúncias surgiram depois de um comunicado oficial divulgado esta segunda-feira, 1 de fevereiro, pela atriz norte-americana Evan Rachel Wood, que disse ter sido sujeita a abusos durante o tempo em que ambos mantiveram uma relação amorosa, entre 2007 e 2010.

"O nome do meu abusador é Brian Warner, também conhecido para o mundo como Marilyn Manson. Começou a aliciar-me quando era adolescente e abusou horrivelmente de mim durante anos. Fui sujeita a lavagens cerebrais e manipulada até à submissão. Já chega de viver com medo de retaliação, calúnias ou chantagem. Estou aqui para expor este homem perigoso e denunciar muitas da indústrias que o potenciaram, antes de que arruine mais vidas. Estou ao lado das muitas vítimas que a partir de agora não vão mais ficar em silêncio", lê-se na nota divulgada pela atriz na sua página oficial de Instagram.

Em 2018, a atriz de 33 anos — que chegou a participar num videoclipe do músico — já tinha revelado ter sido vítima de abusos físicos e psicológicos, embora sem nunca revelar o nome do alegado agressor. Este comunicado deixa claro que Brian Warner terá sido o responsável pelos maus-tratos de que Wood se queixou há três anos, perante o Comité de Assuntos Judiciais da Câmara dos Representantes, nos EUA.

Após o comunicado de Evan Rachel Wood, pelo menos mais quatro mulheres denunciaram o artista. São elas Ashley Walters, Sarah McNeilly, Ashley Lindsay Morgan e Gabriella. Em todos os testemunhos, as quatro mulheres reconhecem os comportamentos que Brian Warner terá tido com Evan Rachel Wood, e Sarah McNeilly, uma das alegadas vítimas, diz ter sido diagnosticada com stresse pós-traumático como consequência da forma como foi tratada pelo cantor.

"Sofro de perturbações psicológicas e stresse pós-traumático que afetaram as minhas relações pessoais e profissionais. Acredito que haja, da parte dele, uma excitação em arruinar a vida das outras pessoas e é por isso que apoio todas as que já o denunciaram ou que o virão a fazer. Quero ver o Brian a ser responsabilizado pelo mal que fez", lê-se no comunicado de McNeilly, citado pela revista "Vanity Fair".

Marilyn Manson acusado de abusos sexuais por várias mulheres (uma delas, Evan Rachel Wood)
Evan Rachel Wood acusou o músico e compositor de a sujeitar a vários anos de abusos sexuais e de submissão

Gabriella, outra das mulheres que denunciou o cantor, revela ter conhecido Brian Warner em 2015 quando ela tinha 22 anos e ele 45. "Demorei cinco anos para poder falar sobre isto e dizer que estive numa relação abusiva", escreve na sua página de Instagram. Terá sido numa das digressões em que acompanhou o cantor que este a terá prendido a cama e abusado dela.

"Chorei no chão do quarto de hotel e quando olhei para ele, ele sorria. Sem o meu consentimento, tirou fotografias comigo nua enquanto estava a dormir e enviou-as aos amigos dele. Já chega de estar em silêncio. Não sou uma vítima, mas uma sobrevivente", continua. Face às acusações das cinco mulheres, a editora demarcou-se e desvinculou-se do cantor.

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"Face às recentes e perturbadoras alegações de Evan Rachel Wood e outras mulheres que acusam Marilyn Manson de ser o seu abusador, Loma Vista [o nome da editora do músico] vai deixar de promover, de forma imediata, o seu novo disco. Além disso, decidimos também não trabalhar mais com Marilyn Manson em quaisquer projetos futuros", anunciou a editora através de um comunicado enviado à imprensa.

O cantor reagiu na noite desta segunda-feira, 1, negando todas as acusações de que era alvo.

"É óbvio que a minha arte e a minha vida têm servido como íman para atrair qualquer controvérsia, mas as afirmações recentes que são feitas sobre mim não distorções horríveis da realidade. Os meus relacionamentos íntimos sempre foram inteiramente consensuais, com parceiros que pensam como eu. Independentemente de como e do porquê de estarem agora a optar por deturpar o passado, esta é a verdade", escreveu na sua página oficial de Instagram.

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