A visita do Papa Francisco ao Canadá serviu para duas coisas: reconhecer que aquilo que aconteceu às crianças indígenas no Canadá foi "genocídio", como afirmou com clareza aos jornalistas numa conferência no avião de regresso a Roma, e perceber que já não tem a saúde de outrora e não pode continuar a fazer viagens como esta. Contudo, foi mais além.

O pontífice da igreja Católica, de 85 anos, assumiu mesmo que poderá resignar o cargo a qualquer momento, situação que normaliza. 

"Julgo que não continuarei a viajar com o mesmo ritmo de antes. Dada a minha idade e as limitações daí resultantes, tenho de me poupar um pouco, de forma a melhor servir a Igreja, ou então pensar na possibilidade de me afastar. Sinceramente, isto não é uma catástrofe. O Papa pode mudar. Não há qualquer problema", disso o Papa Francisco, que assumiu funções a 28 de fevereiro de 2013, sucedendo ao Papa Bento XVI.

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A viagem ao Canadá “foi uma espécie de teste”, segundo o pontífice operado há pouco mais de um ano ao cólon, que afirmou sobre a renuncia ao cargo que “a porta está aberta”.

Isto significa que se o Papa Francisco se retirar em breve, a viagem que tem marcada para Portugal a 3 de agosto de 2023, no âmbito das Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), pode ficar comprometida. A acontecer, o trabalho das mais de 400 pessoas envolvidas na organização das JMJ tornar-se-á em vão.

“Há cerca de 450 pessoas que estão a trabalhar, só na estrutura central, e há um número igual espalhado por todo o país, nas várias dioceses”, conta à Renascença o secretário executivo da JMJ, Duarte Ricciardi. "Estamos muito entusiasmados para receber todos os jovens e acreditamos que vai ser um momento único, mesmo dentro da história da Jornada, tendo em conta o momento atual que vivemos no mundo, com a COVID e agora a guerra", acrescentou, com clara esperança de que o Papa espere, pelo menos, até ao próximo verão para se retirar.

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