A poucos dias da reabertura das universidades particulares no Afeganistão, este sábado, 4 de setembro, o regime talibã publicou um normativo que estipula que mulheres inscritas nestes estabelecimentos de ensino não podem frequentar aulas mistas e são obrigadas a usar baya, o vestido negro tradicional em alguns países islâmicos, e a cobrir o rosto com um véu, niqab.

Com o regresso dos talibã, as mulheres afegãs temem perder a liberdade. O que aconteceu e o que vem aí?
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Além destas duas regras, o regime decidiu ainda que as mulheres inscritas nestes estabelecimentos de ensino terão de sair das aulas cinco minutos antes dos estudantes do sexo masculino e de aguardar nas salas de espera até que estes abandonem as instalações, avança o "Diário de Notícias".  O decreto refere ainda que as universidades estão obrigadas a "recrutar professoras para estudantes do sexo feminino" ou a tentar recrutar "professoras mais velhas" cuja moralidade foi examinada, escreve o mesmo jornal.

Quanto ao ensino misto, de acordo com um professor universitário, "será complicado do ponto de vista prático", uma vez que "não existem professores ou salas de aula suficientes raparigas de rapazes", disse em declarações à Agência France Presse, citada pelo mesmo jornal.

"O facto de permitirem que as raparigas frequentem a escola e a universidade é, por si só, um passo importante e positivo", acrescentou.

Os direitos das mulheres é uma das questões que mais tem preocupado a população afegã e a comunidade internacional desde que o regime talibã assumiu o poder a 15 de agosto. Apesar de tentar demonstrar-se mais moderada, o regime está já a fazer várias alterações no Afeganistão contra as mulheres.

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