Nos últimos dias, qualquer parque de estacionamento ou zona mais recôndita do Algarve tem sido o palco de festas ilegais organizadas através das redes sociais por jovens vindos de todas as partes do País. Tratam-se de festas organizadas com música nos carros, muito álcool e em que não se regista nem distanciamento físico nem uso de máscaras. Na quinta-feira, 29 de julho, a primeira festa juntou cerca de 200 pessoas. Na sexta, 30, a Guarda Nacional Republicana (GNR) dispersou um ajuntamento ilegal de 400 pessoas em Vilamoura.

A primeira ação de dispersão, na quinta, decorreu na "sequência de uma denúncia para a Polícia Marítima, que solicitaram o apoio ao Posto Territorial de Olhos de Água", tal como explica a GNR em comunicado oficial enviado à redações, citado pelo jornal "i". Na chegada ao local, o que os autoridades encontrarem foi "um grande ajuntamento de pessoas em desrespeito pelas regras de ocupação e permanência num estabelecimento de restauração".

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O espaço em questão foi encerrado de imediato e o proprietário foi sujeito a uma multa pela contraordenação. A segunda operação, no entanto, foi acionada depois de a GNR ter identificado uma festa que juntou 400 pessoas numa zona isolada de Vilamoura.

Na chegada ao local, as autoridades foram recebidas com violência. "Foram denunciadas diversas agressões, as quais obrigaram a uma intervenção imediata para repor a ordem e a segurança no local, tendo sido empenhado diversos meios operacionais da valência territorial, de trânsito e de intervenção", lê-se na mesma nota citada pelo jornal. Desta operação, resultaram três detenções.

"Há gente suficiente para encher o Algarve todo"

Estas festas, sabe-se agora, são combinadas via redes sociais ou através de mensagens de texto por jovens vindos de todo o País, que já terão várias planeadas até ao fim de semana, segundo escreve o "Correio da Manhã", citando um dos jovens.

Alguns já têm as festas combinadas ainda antes de chegarem ao Algarve, e todas as noites há pontos de encontro combinados com ajuntamentos que apelidam como "manadas", escreve a mesma publicação. À medida que a noite vai avançando, o ajuntamento vai ganhando cada vez maior dimensão. "Há gente suficiente para encher o Algarve todo", diz o mesmo jovem.

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Os pontos de encontro são sempre diferentes: Albufeira, Oura, Vilamoura ou Armação de Pêra. "Há uma manada em cada canto e ao longo da noite passamos de umas [zonas] para as outras se alguém tiver carro. Quando há polícia, a gente sabe logo. Se as discotecas estão todas fechadas, haveríamos de ir para onde?", diz ao mesmo jornal.

No regresso às suas casas, muitos dos jovens que protagonizam e organizam estas festas ilegais são obrigados pela família a submeter-se a testes de despiste à COVID-19, diz o "Correio da Manhã".

Confrontada com a situação, fonte oficial do comando geral da GNR garante que, nesta fase, esta a ser feito "um esforço de atuação na prevenção e dissuasão de comportamentos inadequados contra as medidas implementadas na contenção da pandemia e redução do risco de contágio da doença COVID-19".

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