Praticamente um ano depois de terem sido detidos por estarem envolvidos na maior investigação europeia de fuga ao fisco, que ficou conhecida como “Operação Admiral”, a ex-apresentadora Ana Lúcia Matos e o marido, o empresário luso-francês Max Cardoso, foram novamente acusados por vários crimes pela delegação do Porto da Procuradoria Europeia, como avançou o “Correio da Manhã”. A conclusão do processo foi que a vida de luxo que o casal ostentava se devia, efetivamente, ao esquema de fraude em que estavam envolvidos.

Ana Lúcia Matos. A mansão, o Porsche e o esquema para financiar a agência da apresentadora
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A ex-apresentadora de televisão, que já passou pela TVI, CMTV e BTV, e se afastou do pequeno ecrã em 2018, está assim acusada de um crime de branqueamento de capitais, enquanto que o marido está acusado de 15, entre eles fraude fiscal, associação criminosa, branqueamento de capitais e falsificação de documentos. Além do casal, também outras 10 pessoas estão envolvidas, assim como 15 empresas.

Max Cardoso, de 44 anos, é considerado um dos cabecilhas da rede, e é um dos cinco arguidos que se encontram em prisão preventiva e a aguardar julgamento. Todos estes arguidos são suspeitos de terem, entre 2016 e novembro de 2022, criado uma associação criminosa que passava pela fuga aos impostos através da venda de bens, como telemóveis e outros materiais informáticos. 

Em dezembro de 2022, o casal já tinha sido detido, depois das autoridades terem desmantelado esta associação, que ficou conhecida como “Operação Admiral”, cujo valor global de faturação da fuga ao fisco terá rendido 80 milhões de euros em Portugal e 2,2 mil milhões de euros na União Europeia. As diligências desta operação decorreram em vários países europeus, tais como Portugal, Alemanha, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Lituânia, Luxemburgo, Países Baixos e Roménia.

Apesar de ter jurado inocência no primeiro interrogatório judicial, em 2022, onde afirmou não ter conhecimentos sobre matérias de fiscalidade e que o marido lhe dizia que fazia investimentos de risco, a acusação deixou claro desta vez que Ana Lúcia Matos tinha conhecimento da situação. “A arguida tinha plena consciência de que Max Cardoso não desenvolvia qualquer atividade remunerada; tinha noção de que o arguido não apresentava declarações de rendimento em qualquer país da União Europeia ou fora dela”, disseram.

A mansão de luxo que compraram na zona da Aroeira, na margem sul, em 2022, e as obras feitas foram pagas com o dinheiro da fraude, de acordo com o Ministério Público do Porto, assim como algumas contas e bens em nomes de Ana Lúcia Matos foram confirmadas terem sido compradas com o dinheiro do esquema criminoso. O casal sempre ostentou uma vida de luxo através das redes sociais, sendo que alguns dos locais entre os quais o seu quotidiano se dividia eram Dubai, Paris e Lisboa. Muitas das vezes juntavam a esta leque destinos exóticos como Bali, Maldivas, Capri e Mykonos para passar férias, e mostravam sempre as roupas e bens de luxo.

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