Inês Henriques, atleta olímpica e campeã europeia e mundial de 50 quilómetros marcha, foi vítima de assédio. O episódio aconteceu esta segunda-feira, 25 de abril, durante mais um dia de treinos. A atleta de 41 anos relatou o episódio na rede social Facebook, explicando que o fez não só devido à gravidade da situação mas também por a situação vivida constituir um crime.

"Pensei bastante se devia ou não devia partilhar a situação que vivi, esta manhã, durante o meu treino na estrada da Caniceira, onde treino há 30 anos! Mas, como foi grave, é um crime e, como mulher, não me devo calar! Nenhuma mulher se deve calar perante uma situação de assédio sexual, seja qual forma for!", começou por explicar.

Inês Henriques relatou, depois, que iniciou o seu treino na estrada de Caniceira, na zona de Rio Maior, na manhã de 25 de abril. "Hoje, fui um pouco mais cedo, para estar pronta, e começar a marchar quando o Jorge chegasse. Quando estacionei o meu carro, vi uma senhora e um senhor um pouco mais a trás, ambos a caminhar. Tudo normal! Fechei o carro e fui fazer a minha corrida de aquecimento. Ainda vi novamente o senhor, voltei ao carro. Estava a fazer os meus exercícios quando o mesmo indivíduo, de raça negra com mais de um metro e noventa, passou novamente por mim. Eu por norma sou simpática com todas as pessoas e dei os bons dias. Ele olhou, parou e perguntou-me se era atleta. Respondi que sim e estávamos a ter uma conversa circunstancial, senti que se estava a aproximar muito de mim e afastei-me e continuei a preparar-me para o meu treino. Abri o carro, para tirar as sapatilhas e quando olho para ele, isto tudo em menos de 2 ou 3 minutos, o indivíduo já estava a exibir o pénis!", relatou a atleta.

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"Fiquei uns segundos a digerir o que se estava a passar ali, posteriormente reagi imediatamente, com palavras agressivas e que estava a fazer o meu treino e não admitia tal falta de respeito e que se fosse embora dali! Felizmente a distância entre nós era alguma e ele não avançou e foi-se embora.
Posteriormente o Jorge chegou e eu estava fora de mim! Nunca uma situação daquelas me tinha acontecido! Piropos às vezes acontecem, não gosto! Porque estou a fazer o meu trabalho e gosto de ser respeitada, mas infelizmente tornou-se uma coisa banal, mas uma situação destas é de deixar-nos apreensivas e com medo! E se nos tira a nossa tranquilidade tem que ser denunciada!", acrescentou ainda Inês Henriques. A atleta conta ainda que informou a GNR do episódio mas que, por não saber a identidade da pessoa em causa, só o poderá identificar se o vir novamente.

Linha de apoio à Vítima (chamada grátis): 116 006

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