São apenas hipóteses em cima da mesa, mas o Movimento de Empresas do Setor do Casamento (MESC) — que quer retomar a atividade do setor já em abril — já permite prever como serão as cerimónias marcadas para este ano. Um dos requisitos é "a realização de teste ou demonstração de teste negativo a menos de 72 ou 24 horas (consoante o teste utilizado)" de todos os convidados, a quem serão ainda pedidos os contactos telefónicos, de modo a que, em caso de ser detetado um surto, todos possam ser sinalizados.

“Estas soluções vão permitir resolver de uma forma efetiva o isolamento de indivíduos infetados e de todos aqueles que estiveram em contacto”, disse o MESC numa nota de imprensa a que o "Observador" teve acesso.

Os espaços que organizam os casamentos ficam responsáveis pela aplicação das medidas propostas, o que significa que em caso de ser detetado um surto, deverão ceder os contactos telefónicos dos convidados à Direção-Geral da Saúde (DGS). Em suma, devem garantir a testagem, identificação, comunicação e isolamento de infetados.

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A nota do Movimento de Empresas do Setor do Casamento lembra que o setor sofreu brutalmente com a pandemia de COVID-19 em 2020, ano em que mais de 80% "dos casamentos agendados em 2020 fossem reagendados para 2021 ou cancelados”. De acordo com uma previsão feita o ano passado, entre maio e setembro serão realizados mais de 50 mil casamentos, “uma espécie de ‘boom’ matrimonial”, afirmou o diretor da Exponoivos, António Brito.

Os cancelamentos devem-se não só ao "clima generalizado de medo e desconfiança" dos noivos, como às medidas restritivas que tem vindo a ser impostas pelo Governo, inviabilizando a realização dos casamentos (ainda que permitidos).

É por isso que o MESC considera tão urgente a retoma do setor, cujo período de paragem é já “extremamente longo”, de modo a garantir a sobrevivência de grande parte das empresas destes setores, nomeadamente hotelaria, cultura e serviços. Num ano normal, realizar-se-iam uma média de 35 mil casamentos, o que faz com que o setor contribua em 2% para o Produto Interno Bruto (PIB).

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