Há mais 214 mortes e 6132 novos casos de infeção em Portugal pelo novo coronavírus. São estes os dados divulgados este sábado, 6 de fevereiro, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no novo boletim epidemiológico. Uma das mortes registadas é de uma criança do sexo masculino com menos de 10 anos.

Os dados surgem no mesmo dia em que o jornal "Observador" avança que o aumento no número de mortos por COVID-19 fez dobrar o número de cadáveres que chegam ao Instituto de Medicina Legal, tendo ainda triplicado o número de corpos que, vindos de lares, de casa ou da rua, não são reclamados no espaço de um mês. Este crescimento fez com que fossem reforçadas as capacidades de refrigeração dos corpos.

Governo já decidiu. Não há tolerância de ponto no Carnaval
Governo já decidiu. Não há tolerância de ponto no Carnaval
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Na quinta-feira, 4 de fevereiro, António Costa anunciou que não vai ser dada tolerância de ponto na terça-feira de Carnaval, 16 de fevereiro.

A razão apontada para esta decisão prende-se com o facto de o País estar em confinamento devido à pandemia da COVID-19 e, por isso, não serão realizadas quaisquer festividades públicas. "A tolerância de ponto visa permitir às pessoas participar em festividades e celebrações que este ano não existirão tendo em conta o atual contexto do País”, referiu uma fonte próxima do executivo à agência noticiosa, como escreve o "Observador".

Esta sexta-feira, 5 de fevereiro, também surgem notícias que dão conta que as empresas estão obrigadas a assumir o valor das despesas de internet e telefone de todos os funcionários que estejam em regime de teletrabalho devido ao surto da COVID-19. O esclarecimento é dado pelo Ministério do Trabalho que adianta que desse processo se excluem outras despesas como a da água, do gás e da eletricidade, escreve o "Jornal de Negócios".

O governo apoia-se nas regras estabelecidas no Código de Trabalho, que diz que o empregador deve "assegurar as respetivas instalação, manutenção e pagamento das inerentes despesas", mesmo que em teletrabalho, reforça a tutela.

 No entanto, não é claro de que forma é que o cálculo das despesas deve ser feito para que as empresas saibam o valor que devem assumir. Isso leva a que os trabalhadores tenham "receio de reclamar" e, por isso, haja cada vez menos exigências nesse sentido, explicam os vários sindicatos dos trabalhadores à mesma publicação.

Nesse sentido, a Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) apela ao governo para que as regras sejam clarificadas de forma a acabar com aquilo que considera ser a "selva" criada pela pandemia.

 "Essa clarificação é fundamental porque o trabalhador deslocado do seu posto de trabalho para o seu domicílio tem custos e têm de ser suportados pelos empregadores", diz José Abraão, secretário-geral da Fesap, à TSF. "O governo aqui tem a responsabilidade no sentido de regulamentar o teletrabalho, criando outro tipo de condições, para não ser a selva a que todos temos estado sujeito nos últimos tempos", conclui.

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