Há mais 82 mortes e 4.720 novos casos de infeção em Portugal pelo novo coronavírus. São estes os dados divulgados esta quarta-feira, 16 de dezembro, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no novo boletim epidemiológico.

Os dados são atualizados um dia depois a autoridade de saúde ter anunciado dez recomendações para evitar o aumento do número de contágios pelo novo coronavírus e o surgimento de novas cadeias de transmissão durante o Natal.

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Uma das recomendações passa pela redução de contactos antes e durante a quadra, e a limitação das celebrações ao agregado familiar. Mas há mais.

A lista completa referente às recomendações divulgadas pela DGS pode ser consultada abaixo.

  • Cumprir todas as regras em vigor nesta quadra em cada um dos concelhos, não só em termos de mobilidade, mas também quanto a aglomerações e ajuntamentos.
  • Se estiver doente ou algum dos seus familiares, ou se o isolamento profilático tiver sido determinado, "estas pessoas têm o dever e a obrigação de se manterem isolados e afastados de todos os outros", disse Rui Portugal, tal como escreve o "Público".
  • Reduzir os contactos antes do início da quadra festiva e durante esse  período. "Em vez de estabelecermos os nossos contactos e sociabilizarmos com um número vasto de pessoas, devemos reduzir esse número substancialmente. Em vez do grupo normal de contactos de dez ou 15 pessoas, passar a ter, durante esta temporada, contactos com apenas quatro ou cinco pessoas, além do agregado familiar".
  • Reduzir o tempo de exposição. "Em vez de estarmos juntos três ou quatro ou cinco horas, vamos tentar estar juntos e presentes, mas num tempo mais limitado de uma, duas ou três horas e optando por usar os espaços exteriores".
  • Reduzir os contactos em termos de núcleo familiar. "A família que conta aqui é a dos coabitantes, aqueles que residem no mesmo espaço físico. Nesse sentido, devemos reduzir o máximo que pudermos os contactos com familiares não coabitantes, os nossos irmãos, pais, tios, sobrinhos".
  • Limitar as celebrações e contactos ao agregado com quem se coabita, privilegiando os meios digitais para entrar em contacto com outros elementos da família, "ou optando por visitas rápidas nos quintais de uns e de outros, no patamar das escadas dos prédios de uns e de outros, com uma troca simbólica de uma compota ou de algo que seja aprazível no contacto humano e de proximidade, mas sempre com distanciamento físico".
  • Manter distanciamento físico na preparação das refeições. "As cozinhas nesta altura serão locais de alto risco, visto que são os grandes espaços de convício entre pessoas e familiares, e o distanciamento físico dever-se-á sempre considerar de 1,5 metros a dois metros, mesmo que seja entre familiares, desde que não coabitantes”, bem como evitar os cumprimentos tradicionais.
  • Arejar espaços e garantir a circulação de ar. "Os espaços de maior volume são espaços de maior proteção, mas não significa que sejam espaços de eliminação de risco. E, nessa perspetiva, esses espaços devem ser repetidamente desinfetados nas suas superfícies e nos objetos de maior partilha".
  • Lavar e desinfetar as mãos frequentemente, respeitar a etiqueta respiratória, utilizar a máscara em espaços fechados. "Se não conseguirmos garantir o distanciamento seguro, devemos sempre lembrar-nos que não é por serem nossos familiares que as pessoas representam menor risco relativamente ao que possa ser uma coinfecção nas nossas próprias casas".
  • Evitar a partilha de objetos comuns. "Atenção às partilhas de copos, talheres, etc.”, alertou Rui Portugal, que também apelou à limitação do consumo de álcool. "Escusado será dizer que se pretende nestes convívios uma utilização ‘moderada e racional’ de tudo o que possam ser substâncias que possam trazer maiores afetividades."

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