Em plena pandemia, a compra de máscaras disparou e houve várias empresas sem competência para as avaliar a emitir documentos que atestavam a sua garantia de qualidade. Em jeito de estimativa, Portugal terá comprado centenas de milhares destas máscaras que foram distribuídas pela Marinha, por hospitais, autarquias e pela Direção-Geral da Saúde, revela uma investigação exclusiva do "Público".

A necessidade de dar resposta à obrigatoriedade ou recomendação de uso de máscara fez com que "muitas instituições adquirissem máscaras falsas, com qualidade fraca ou não verificada, apesar de compradores e vendedores julgarem estar a vender produtos certificados".

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) diz que, até agora, já foram apreendidas 627 mil máscaras por não obedecerem aos "requisitos de normalização", escreve o mesmo jornal.

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De acordo com os dados disponibilizados no site dos contratos públicos, "as instituições públicas fizeram 232 contratos para a compra de máscaras FFP2 e FFP3, também conhecidas como respiradores".

O jornal fez o contacto com todas as entidades públicas que realizaram estas compras e pediu que lhes fosse disponibilizado o respetivo certificado de qualidade.

No entanto, dos 2323 contratos apenas foi possível obter 50 documentos que deveriam atestar à qualidade do produto. Mas a grande maioria apresentava pelo menos um documentado que não foi atribuído por um organismo legalmente capacitado para avaliar a qualidade da máscara que estava a certificar. 

A ASAE, responsável por fiscalizar a segurança dos respiradores em Portugal, não reagiu às descobertas do jornal "Público" e reforçou apenas o número de apreensões feitas até agora de máscaras e respiradores falsos em todo o País.

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