Os exames nacionais arrancam esta segunda-feira, 6 de julho, e as novidades são várias numa altura em que o novo coronavírus continua ativo em comunidade. Os enunciados, por exemplo, vão contar com perguntas de resposta obrigatória e outras de resposta opcional,  o que implica que as pontuações sejam diferentes para cada uma. Além disso, e para que seja possível aplicar as distâncias de segurança, cada sala terá menos alunos e o uso de máscara será obrigatório durante as duas horas da prova.

Depois de o governo de António Costa ter anunciado que haveria questões nos exames nacionais que os alunos poderiam escolher não responder se fossem referentes a matérias não abordadas dentro das salas de aula, já se sabe exatamente como é que este novo sistema vai funcionar.

Uma vez que os exames nacionais já estavam prontos quando Portugal acionou o estado de emergência, os enunciados vão cobrir todas as matérias. Mas há uma diferença: enquanto que haverá questões que vão ser de resposta obrigatória e que dizem respeito a conteúdos transversais, haverá outras de resposta opcional. A correção dos exames terá em conta as perguntas em que os alunos obtiverem a maior cotação possível para que se minimize as penalizações.

Quanto ao local da realização dois exames, a Direção-Geral da Saúde não publicou uma diretiva de recomendações mas espera-se que poucas escolas venham a recorrer a "espaços menos convencionais, como pavilhões desportivos ou refeitórios, para a realização dos exames nacionais com o necessário distanciamento físico entre os estudantes", escreve o jornal "Público".

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Mas aplicam-se as mesmas regras que orientaram o regresso dos alunos ao ensino presencial: a lotação de cada sala deverá ser reduzido para que haja uma distância física de segurança de dois metros entre cada aluno.

Da mesma forma, o uso de máscara durante a prova é obrigatório e a única exceção diz respeitos aos alunos com problemas de saúde comprovados. A duração dos exames será de 120 minutos com 30 minutos adicionais de tolerância. Na prova de Matemática A o tempo total é de 150 minutos mais tolerância. A entrada na sala deve preceder a desinfeção das mãos.

Em caso de doença, "os estudantes afetados pela COVID-19 no momento dos exames nacionais vão poder fazer as provas na segunda fase, agendada para setembro, sem prejuízo para o ingresso no ensino superior", escreve o mesmo jornal. E sabe-se também que esta medida é válida não só para alunos que tenham sido infetados, mas também para aqueles que estão impedidos de sair de casa por ter estado em contacto com alguém contagiado ou por viver com alguém cujo diagnóstico tenha sido positivo.

Caso o aluno não consiga comparecer à primeira fase dos exames, fica imediatamente inscrito na segunda. A segunda fase dos exames nacionais deverá acontecer entre 1 e 7 de setembro — começando com a disciplina de Física e Química e terminado com as línguas estrangeiras.

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